
A Polícia Civil do Ceará e do Pará prenderam um grupo com atuação nesses estados e na Paraíba, que era investigado por participação em um esquema para montar falsas casas lotéricas e correspondentes bancários, onde eles aplicavam golpes contra a população desses estados. A operação Foco aconteceu nas cidades cearenses de Fortaleza, Beberibe e Horizonte. Cinco pessoas foram presas.
De acordo com as denúncias e investigações da PC, o grupo pode ter dado um prejuízo de 1 milhão de reais nos três estados. Os suspeitos se apropriavam do dinheiro dos clientes, que iam aos estabelecimentos pagar seus boletos, mas a equipe não realizava a compensação dos valores e os boletos acabaram não sendo pagos. O dinheiro era desviado para contas dos bandidos.
“As pessoas enganadas por eles eram pessoas humildes. Os boletos, na grande maioria, eram de pagamentos de contas de energia, água”, explicou a delegada Ana Scotti, titular da Delegacia Municipal de Beberibe.
Ao todo, foram capturados quatro homens e uma mulher, todos investigados por crimes de estelionato, falsidade ideológica, uso de documentação falsa, associação criminosa, apropriação indébita e fraude no comércio. Pelo menos três estabelecimentos foram abertos em Itaitinga, Horizonte e Beberibe, no Ceará. No Pará, as agências foram abertas em Belém e Ananindeua. A Polícia Civil ainda investiga a abertura irregular de empreendimentos na cidade de Patos, na Paraíba.
Foram presos: Antônio George Nogueira Gama (43), com antecedentes por tráfico de drogas; Estênio de Oliveira Cunha Filho (21), Francisco Joel da Silva Souza (24), Jeferson do Nascimento Coelho (27) e Naiane de Freitas da Costa (19). Além disso, os policiais civis apreenderam celulares e tablets que serão utilizados para subsidiar as investigações. Conforme o delegado Fernando Marcolino, da Delegacia de Estelionato e outras Fraudes da PC-PA, somente no Pará, cerca de 60 vítimas compareceram à delegacia e registraram a ocorrência. O delegado explicou ainda que os suspeitos passaram cerca de 15 dias recebendo os pagamentos realizados pelas vítimas, até ser descoberta a fraude.
Golpes em Patos
Em Patos, o correspondente bancário foi instalado no centro da cidade, na rua Solón de Lucena, e permaneceu pelo período de 15 dias. Tempo suficiente para que os estelionatários prejudicassem mais de 100 vítimas. No dia 8 de julho, quando os funcionários da suposta agência chegaram para trabalhar, tudo estava revirado e não foi mais possível manter contato com os dois golpistas que encabeçaram o negócio fraudulento. Inúmeros clientes fizeram seus pagamentos no correspondente bancário, mas após 15 dias perceberam que os valores não haviam sido compensados. Eles procuraram a Polícia Civil para denunciar o caso.
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