
A Paraíba possui um dos maiores índices de radiação solar no Brasil, chegando a atingir, por ano, mais de dois mil e duzentos quilowatt por metro quadrado no Sertão do estado. Em setembro deste ano a produção de energia solar conseguiu abastecer 9.590 casas ou unidades consumidoras na Paraíba.
O crescimento tem sido notado por quem empreende no ramo de energias renováveis. Haroldo Esteves é dono de uma empresa localizada no bairro do Aeroclube, na capital, e afirma que viu as vendas de placas fotovoltaicas crescerem 200% nos últimos dois anos. De acordo com ele, a economia pode chegar a 95% na conta final de energia elétrica.
“É um investimento que vale muito a médio e longo prazo”, é o que diz Nathalia Lima sobre a instalação de placas de energia solar. A estudante via a conta de energia da casa onde mora no Bairro das Indústrias, em João Pessoa, chegar a R$ 800 todos os meses.
O Brasil tem uma das maiores matrizes energéticas renováveis do mundo. O dado é do Ministério de Minas e Energia, de acordo com o órgão, 48% das fontes energéticas do país são renováveis, enquanto a média mundial chega aos 14%. O Brasil viu a fonte ter uma aumento de 200% na procura nos últimos três anos.
Uma das alternativas sustentáveis que têm sido procuradas nos últimos anos é a energia solar, o uso tem crescido entre os paraibanos, como o caso de Nathalia. Na casa dela, 13 placas fotovoltaicas foram instaladas há cerca de três meses, e o resultado já tem sido visto. De R$ 800 por mês, as contas de energia mal têm chegado a R$ 200, uma economia de 75%.
Mas o investimento requer preparação. Entre equipamentos e mão de obra os custos podem variar entre R$ 15 e 25 mil, a depender do tamanho da casa. Para tornar o gasto possível, muita gente, como Nathalia, tem recorrido aos financiamentos bancários, uma alternativa possível na compra e instalação das placas.
No caso da estudante paraibana, as parcelas vão durar 4 anos. “O investimento ficou em torno de R$ 25 mil e fizemos por financiamento, o valor da parcela fica em torno da conta antiga de energia, serão poucos anos para tudo ser quitado e depois a conta virá ainda mais barata”, explica.
Além do bolso, quem mais se beneficia com o aumento do uso de energias renováveis é o meio ambiente, a utilização dessas fontes limpas reduz as alterações climáticas provocadas pela poluição do ar. A geração energética sustentável pode atenuar concentração de gases poluentes na atmosfera, sendo um fator importante para o controle do efeito estufa e a preservação dos recursos naturais.
Essa importância também está na mente de quem decide, por vários motivos, mudar os rumos do consumo energético: “o principal é o meio ambiente, a gente está utilizando uma fonte renovável que não agride o ecossistema na geração, isso ainda pode desafogar o país diante da crise energética que estamos enfrentando”, afirma a estudante Nathalia.
G1/PB
Edição - Patosonline.com
Foto - Diário do Nordeste
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