
Mísseis russos e ataques aéreos causaram danos ao norte e ao sul da capital ucraniana neste sábado (12), segundo autoridades locais. Os ataques se intensificaram e as forças da Rússia estão mais próximas de Kiev – sirenes foram acionadas para alertar os moradores.
Em Chernihiv, a cerca de 100 quilômetros ao norte da capital, o hotel Ucrânia – um marco na cidade – foi atingido durante a noite.
Neste sábado, o chanceler alemão, Olaf Scholz, e o presidente francês, Emmanuel Macron, conversaram por telefone em momentos distintos com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o presidente russo, Vladimir Putin. Com Putin, eles pediram um cessar-fogo imediato no conflito. Na conversa com Zelensky, foram discutidos o enfrentamento do país à Rússia e ataques contra civis.
Em anúncio à imprensa, o Zelensky afirmou que cerca de 1.300 soldados ucranianos foram mortos desde o início da invasão russa.
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) também segue atenta ao avanço da Rússia em direção ao oeste do território ucraniano e monitora constantemente a movimentação na fronteira da Ucrânia com outros países.
Desde quinta-feira (10), radares da Otan detectaram 20 caças russos partindo de Belarus em direção a Kiev, capital da Ucrânia. Essa dinâmica foi a mais intensa desde o início da guerra.
A cidade de Lviv, no oeste do país, também está apreensiva com os últimos ataques dos russos. A cerca de 100 quilômetros da fronteira com a Polônia, Lviv tem sido uma importante rota para quem quer fugir do conflito e até o momento não foi atacada pela Rússia. Mas os últimos bombardeios em cidades próximas começam a mudar a rotina na cidade.
Também neste sábado, mais uma tentativa está sendo feita para levar ajuda humanitária à cidade sitiada de Mariupol, no sudeste, e retirar milhares de civis.
Destaques das últimas 24 horas
Em anúncio à imprensa, Zelensky disse que as equipes de negociação ucranianas e russas começaram a discutir tópicos concretos em vez de trocar ultimatos.
Ele disse que o Ocidente deveria estar mais envolvido nas negociações para acabar com a guerra, mas saudou os esforços do primeiro-ministro israelense Naftali Bennett de mediação entre a Ucrânia e a Rússia, e disse que sugeriu a Bennett realizar negociações em Jerusalém.
Scholz e Macron exigem cessar-fogo em telefonema a Putin
O chanceler alemão Olaf Scholz e o presidente francês Emmanuel Macron pediram um cessar-fogo imediato no conflito ucraniano durante um telefonema de 75 minutos com o presidente russo Vladimir Putin neste sábado (12), informou um porta-voz do governo alemão.
“A conversa faz parte dos esforços internacionais em curso para acabar com a guerra na Ucrânia“, disse o porta-voz em um comunicado, acrescentando que os participantes concordaram em não dizer mais nada sobre o conteúdo do telefonema.
Scholz já havia falado com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky sobre a situação, acrescentou o porta-voz.
A maior parte das forças terrestres russas está atualmente a cerca de 25 quilômetros do centro da capital ucraniana, Kiev, disse o Ministério da Defesa do Reino Unido neste sábado (12) em sua última avaliação de inteligência.
“Os combates a noroeste de Kiev continuam com as forças terrestres russas agora a cerca de 25 quilômetros do centro da cidade”, informou o Ministério.
“Elementos do grande comboio russo ao norte de Kiev se dispersaram. Isso provavelmente apoiará uma tentativa russa de cercar a cidade. Também pode ser uma tentativa da Rússia de reduzir sua vulnerabilidade aos contra-ataques ucranianos, que tiveram um impacto significativo sobre forças russas”, segundo o relatório de inteligência.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou em um vídeo publicado no Facebook neste sábado (12) que a Rússia enviou novas tropas para o território ucraniano, conforme a guerra entre os países chega ao 17º dia.
No vídeo, o presidente diz que o envio de novas tropas estaria ocorrendo pois a Rússia teria tido as suas maiores perdas em décadas.
Com o cenário de continuidade dos conflitos, Zelensky disse que a Ucrânia “não tem o direito” de baixar a intensidade do combate.https://www.youtube.com/embed/Us1mcrrHOLc?embed_config=%7B%22adsConfig%22%3A%7B%22adTagParameters%22%3A%7B%22iu%22%3A%22%2F21920083859%2Fweb%2Finternacional%22%7D%7D%2C%22relatedChannels%22%3A%5B%22UC6WLCEXdr_IU4DB5V7sPkzw%22%2C%22UC7f35v8GI1O_f6x2PfeOutQ%22%2C%22UCbrVBUVa2bwYRofc-lVeAnA%22%5D%7D&enablejsapi=1
Uma nova tentativa de levar ajuda humanitária à cidade sitiada de Mariupol, no sudeste da Ucrânia, e retirar civis está sendo realizada neste sábado (12).
A cidade está sob fogo pesado das forças da Rússia há mais de uma semana, e o conselho de Mariupol disse na sexta-feira (11) que quase 1.600 pessoas foram mortas.
No sábado, o conselho anunciou que “um corredor verde está aberto. Um comboio humanitário partiu de Zaporizhzhia para Mariupol. Mais de 90 toneladas de alimentos e remédios estão indo para a cidade, que está sitiada há 11 dias”.

Uma mulher grávida, cujo resgate de uma maternidade na cidade de Mariupol após um ataque que a Ucrânia atribui à Rússia nesta semana foi registrado em uma foto que viralizou, deu à luz uma menina, confirmou sua família à CNN.
Mariana Vishegirskaya estava entre as várias mulheres da maternidade de Mariupol que sobreviveram a um suposto bombardeio.
Ela deu à luz sua bebê em outro hospital na quinta-feira (10), disse sua tia, Tatiana Liubchenko. “De acordo com nossas conversas nesta [sexta-feira] de manhã, Marianna está bem, e eles chamaram sua filha de Veronica”, afirma.

Para Nic Robertson, correspondente da CNN que morou na capital russa por mais de 30 anos, o presidente está condenando a população “a um isolamento que não escolheram”.
Deixo Moscou com raiva e triste.
Parece uma passagem da escuridão para a luz, mas são deixados para trás amigos presos na visão limitada de um homem.
O presidente russo, Vladimir Putin, não está apenas destruindo a Ucrânia, mas duas nações, condenando os russos a um isolamento que eles não necessariamente escolheram. Leia o relato completo.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, enfatizou mais uma vez que seu país não enviará tropas terrestres para a Ucrânia.
“Não vamos lutar a Terceira Guerra Mundial na Ucrânia“, disse Biden depois de reiterar o total apoio dos Estados Unidos a seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e prometer que os EUA defenderão “cada centímetro” do território da aliança.
O presidente, no entanto, fez uma ponderação: “quero ser claro, porém, que vamos garantir que a Ucrânia tenha as armas para se defender de uma força invasora russa. E enviaremos dinheiro e ajuda alimentar para salvar a vida dos ucranianos. Vamos receber refugiados ucranianos de braços abertos se, de fato, eles vierem até aqui.”
De acordo com Biden, o envio de apoio militar americano diretamente para a Ucrânia causaria a Terceira Guerra Mundial.
“Não se enganem sobre a ideia que mandaríamos ofensiva militar, aeronaves, tanques, pilotos e equipes americanas para a Ucrânia. Se isso acontecer, será a Terceira Guerra Mundial. Vamos deixar isso bem claro, por favor, não se enganem”, alertou o presidente americano.
A declaração acontece depois que os EUA recusaram formalmente a oferta de caças da Polônia que poderiam ser transferidos para zonas de combate na Ucrânia. O governo polonês afirmou estar pronto para colocar todos os seus caças MIG-29 em uma base da Força Aérea dos EUA e colocá-los à disposição de Washington.

No início da tarde desta sexta-feira, em meio a mais um dia de ataques russos na Ucrânia, Biden, anunciou a revogação do status de “nação mais favorecida da Rússia”.
Segundo Biden, isso foi feito em concordância com outros países do G7 e Otan, abrindo caminho para a imposição de tarifas sobre uma ampla gama de produtos russos e aumentando a pressão sobre a economia do país após a invasão à Ucrânia. A medida precisa ser aprovada pelo Congresso.
A Ucrânia, um grande produtor global de produtos agrícolas, proibiu as exportações de fertilizantes devido à invasão russa, disse o Ministério da Agricultura neste sábado (12).
O país já proibiu as exportações de algumas commodities agrícolas e introduziu licenças para seus principais produtos de exportação – trigo, milho e óleo de girassol.
O prefeito da cidade ucraniana de Melitopol, Ivan Fedorov, foi visto em um vídeo sendo levado por homens armados de um prédio do governo nesta sexta-feira. A promotoria da região separatista de Luhansk, apoiada pela Rússia, acusações de terrorismo pesam contra ele.
A detenção de Fedorov pelos homens armados é o primeiro caso conhecido de um oficial político ucraniano sendo detido e investigado por forças russas – ou apoiadas pela Rússia – desde o início da invasão.
De acordo com uma mensagem no site do promotor de Luhansk, Fedorov está sendo acusado de ajudar e financiar atividades terroristas e fazer parte de uma comunidade criminosa. A promotoria de Luhansk alegou que Fedorov é membro do grupo “Right Sector”.
O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia publicou uma declaração com palavras fortes no Facebook, chamando a detenção do prefeito de Melitopol por homens armados de “crime de guerra”.
As principais cidades ucranianas, incluindo Dnipro e Lutsk, foram “sujeitas a golpes devastadores”, disse Mykhailo Podoliak, assessor do chefe do gabinete do presidente ucraniano, na sexta-feira. O Ministério da Defesa russo diz que “armas de longo alcance de alta precisão atacaram a infraestrutura militar da Ucrânia”, incluindo os aeródromos militares em Lutsk e Ivano-Frankovsk.
Já o Gabinete do Alto Comissariado da ONU (Organização das Nações Unidas) para os Direitos Humanos disse, em comunicado na sexta, ter registrado 564 mortes de civis e 957 feridos desde o início da invasão, “embora o número real possa ser muito maior”.
“Civis estão sendo mortos e mutilados no que parecem ser ataques indiscriminados, com as forças russas usando armas explosivas com efeitos de ampla área dentro ou perto de áreas povoadas”, disse a porta-voz Liz Throssell, em um comunicado.
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