
A reportagem do Patosonline.com conversou com a psicóloga Socorro Araújo, que é especialista em saúde mental, para tratar sobre o uso excessivo de videogames e outros jogos por crianças e adolescentes, e os efeitos colaterais que podem ser gerados por essa problemática.
De acordo com a psicóloga, os estudos vêm revelando a associação entre o uso descontrolado de jogos e sintomas como agressividade, depressão, irritabilidade e outros efeitos. A psicóloga comentou sobre a atual realidade enfrentada por diversas famílias com relação ao uso em excesso de games, tanto na internet como em aparelhos portáteis em casa.
“Nos faz repensar e nos faz buscar na literatura, enquanto psicóloga, algo que possa ser útil enquanto alerta com a situação ocorrida. Sabemos que, cada vez mais, as pesquisas estudam como os jogos afetam a personalidade e o comportamento de crianças, adolescentes e jovens. Tem-se constatado que crianças que jogam de 12 a 16 horas por dia podem se tornar viciadas. Desta forma, elas desenvolvem comportamentos agressivos, intolerantes e de isolamento social. Sabemos que essa exposição em excesso piora sintomas de depressão, transtornos de déficit de atenção e outros fatores”, alertou a psicóloga.
Para Socorro Araújo, os pais precisam exercer o papel fundamental de educar os filhos para o uso desses equipamentos e precisam estar atentos aos sinais provenientes do uso irregular de equipamentos tecnológicos, o que vem gerando preocupação em profissionais de saúde, e já são tratados como mecanismos capazes de gerar problemas mentais.
“O assunto é tão sério que a Organização Mundial de Saúde passou a considerar essa obsessão por jogos, principalmente de videogames, como problema de saúde mental. Como consequência a esse uso excessivo de jogos, surgem também alguns problemas como por exemplo alteração do sono, afastamento dos amigos reais, perda de relacionamentos, piora do rendimento escolar podendo chegar à desistência dos estudos, irritabilidade, ansiedade e depressão. Diante desse cenário, os estudos indicam que essas pessoas são confrontadas com ordem e desafios, eles podem replicar as cenas de violência dos jogos na realidade”, relatou a especialista.
Ainda segundo a psicóloga, é preciso que as famílias desempenhem um papel fundamental especial de prevenção. Ela falou da necessidade que os pais estejam atentos à vida on-line dos filhos e das dificuldades que os filhos possam apresentar.
Ouça o comentário da psicóloga Socorro Araújo na íntegra abaixo:
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