
O bilionário sul-africano Elon Musk concretizou a compra do Twitter, uma das maiores redes sociais do mundo, por US$ 44 bilhões, que equivalem a aproximadamente R$ 215 bilhões. A confirmação da venda foi anunciada por Bret Taylor, executivo da rede social. Anteriormente, Musk já havia se tornado acionista da empresa, com 9% das ações da rede social. Desde então, começaram as negociações para a aquisição da companhia. No acordo firmado, Musk terá propriedade integral da rede social. Ao todo, os acionistas receberão US$ 54,20, aproximadamente R$ 263, por cada ação que possuírem. “A liberdade de expressão é a base de uma democracia em funcionamento, e o Twitter é a praça da cidade digital onde são debatidos assuntos vitais para o futuro da humanidade. […] Também quero tornar o Twitter melhor do que nunca, aprimorando o produto com novos recursos, tornando os algoritmos de código aberto para aumentar a confiança, derrotando os bots de spam e autenticando todos os humanos. O Twitter tem um tremendo potencial – estou ansioso para trabalhar com a empresa e a comunidade de usuários para desbloqueá-lo”, disse Musk.
The Twitter Board has reached an agreement with @ElonMusk https://t.co/CCZ6IV6Q7P
— Bret Taylor (@btaylor) April 25, 2022
A transação foi aprovada pelo Conselho de Administração do Twitter por unanimidade. O negócio deverá ser concluído em 2022, estando sujeito à aprovação dos acionistas, ao recebimento de aprovações regulatórias e atendimento a outras condições habituais de fechamento. Taylor, que preside o conselho independente do Twitter, disse que o grupo “conduziu um processo cuidadoso e abrangente para avaliar a proposta de Elon com foco deliberado em valor, certeza e financiamento. é o melhor caminho para os acionistas”. O CEO do Twitter, Parag Agrawal, também comentou a transação. “O Twitter tem um propósito e relevância que impacta o mundo inteiro. Profundamente orgulhoso de nossas equipes e inspirado pelo trabalho que nunca foi tão importante”, disse.
Até o momento, Musk não se manifestou após o anúncio da compra. No começo da tarde, ele havia utilizado a rede social para dizer que espera que até seus maiores críticos permaneçam na plataforma, defendendo a “liberdade de expressão”. “Espero que até meus piores críticos permaneçam no Twitter, porque é isso que significa liberdade de expressão”, disse Musk. O sul-africano é conhecido por ser a favor da liberdade irrestrita de expressão e, no passado, já havia feito críticas à plataforma. No passado, o bilionário já fez sugestões para a plataforma. Dentre eles estava a adição de um botão de “edição” na plataforma, de tuites longos – já que o limite da plataforma é de 280 -, criticou bots de spam e questionou o algoritmo da plataforma, dizendo que ela tem “grande efeito no discurso público”.
Logo após o anúncio da compra, os usuários da própria plataforma reagiram à novidade, mostrando descontentamento com a notícia. Em poucos minutos, o tópico “RIP Twitter” já estava entre os assuntos mais comentados da rede social, ao lado do nome de Elon Musk, de Grimes, ex-mulher do bilionário, e Tesla, outra companhia que ele comanda. O nome de Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, também está nas tendências. Ele foi banido da plataforma no começo de 2021. “O povo cancelando o Twitter no próprio Twitter”, ironizou um usuário. Entretanto, também foram feitos comentários com tom mais político, criticando aqueles que não foram favoráveis à transação e às medidas prometidas por Musk. “Os ‘senhores da razão’, vulgo patota do selo azul, já começaram a dizer que sairão da plataforma?”, disse um.
Jovem Pan
Foto - REUTERS/Mike Blake
Luto! Morre Chuck Norris, lenda dos filmes de ação, aos 86 anos
Guerra no Oriente Israel diz que atacou local “secreto” de desenvolvimento de armas nucleares
Guerra no Oriente Trump sobre instalações militares do Irã: “Praticamente tudo foi destruído” Mín. 23° Máx. 32°