A Polícia Federal (PF) apura se a chamada “minuta do golpe” chegou ao gabinete presidencial durante o mandato de Jair Bolsonaro (PL).
A investigação seria baseada em novas informações fornecidas pelo ex-ajudante de ordens Mauro Cid.
Cid fechou delação premiada com a Polícia Federal e prestou cerca de 24 horas de depoimento.
A Polícia Federal investiga se o mesmo documento encontrado em busca e apreensão na residência do ex-ministro Anderson Torres teria sido entregue a Bolsonaro. E também se Bolsonaro teria discutido os detalhes com assessores e militares.
Procurada, a defesa de Bolsonaro ainda não respondeu à reportagem.
Nesta quinta-feira (21), o portal UOL noticiou que, segundo Cid, trechos de uma minuta golpista teriam sido apresentados por Bolsonaro a militares de alta patente.
A Polícia Federal também apura, segundo investigadores ouvidos pela CNN, a origem do documento e se o texto seria o mesmo que foi encontrado na casa do ex-ministro Anderson Torres.
A “minuta do golpe” seria uma proposta de decreto para que Bolsonaro instaurasse estado de defesa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enquanto ainda era presidente. O estado de defesa está previsto no artigo 136 da Constituição Federal.
O mecanismo permite que o presidente intervenha em “locais restritos e determinados” para “reservar ou prontamente restabelecer a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza”.
O texto teria como objetivo reverter o resultado da eleição presidencial, da qual Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu vitorioso.
Fonte: CNN Brasil
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