
Os sindicatos que representam os trabalhadores da educação federal, SINASEFE, ANDES e FASUBRA, promoverão um ato público em defesa da educação e do serviço público. A manifestação ocorrerá nesta terça-feira, 11 de junho, no Hospital Veterinário da Universidade Federal (UFCG) aqui em Patos, às 7h30. Esta ação faz parte da greve dos servidores da educação federal, que já ultrapassa dois meses.
Os professores e servidores técnicos administrativos das Universidades e Institutos Federais têm como principais reivindicações a recomposição do orçamento das Instituições Federais de ensino, que sofreram cortes significativos nos últimos anos, a recomposição dos salários dos professores e técnicos administrativos da educação federal, e a reestruturação dos planos de carreiras das duas categorias.
Atos semelhantes ocorrerão em outras cidades do país, como forma de pressionar o governo a atender as reivindicações das categorias. "Estamos lutando pelo futuro da educação pública no Brasil. Precisamos de investimentos adequados para oferecer uma educação de qualidade e condições dignas de trabalho para todos os profissionais da área", declarou um representante do SINASEFE.
Nesta semana, estão programadas duas mesas de negociações entre o governo federal e os sindicatos das categorias. A primeira reunião ocorrerá no dia 11 de junho, com os técnicos administrativos, e a segunda no dia 14 de junho, com os professores. O objetivo é atender às reivindicações e pôr fim ao impasse entre o governo e os trabalhadores da educação.
A comunidade acadêmica e a sociedade civil estão convidadas a participar do ato público e apoiar a causa dos trabalhadores da educação. "É fundamental que a sociedade se engaje e entenda a importância dessas reivindicações para a manutenção de uma educação pública forte e de qualidade", ressaltou um representante do ANDES.
A greve, que já dura mais de dois meses, tem gerado preocupação entre estudantes e famílias, mas os sindicatos reafirmam a necessidade da mobilização para garantir melhorias a longo prazo. "Sabemos que a greve causa transtornos, mas estamos lutando por um bem maior. Acreditamos que, com o apoio de todos, conseguiremos alcançar nossas metas e fortalecer a educação pública no Brasil", concluiu um representante da FASUBRA.
As próximas semanas serão decisivas para o futuro das negociações, e a expectativa é que o governo apresente propostas concretas para atender às demandas dos trabalhadores da educação federal.
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