
Em vídeo divulgado à imprensa nesta quarta-feira (11), o Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande, detalhou o quadro clínico que levou à morte da professora patoense Kelly Keltylly Faustino Lucena, de 33 anos. Ela estava internada há 10 dias após sofrer queimaduras graves em um incêndio ocorrido em sua residência no dia 31 de maio, na cidade de Patos, Sertão da Paraíba.
De acordo com a médica cirurgiã plástica Isis Lacerda, da Unidade de Tratamento de Queimados (UTC), Kelly teve cerca de 65% do corpo queimado, com lesões especialmente graves na face, pescoço e em ambiente fechado — o que agravou consideravelmente o seu estado clínico. Ainda conforme a médica, nas últimas 48 horas antes do falecimento, a paciente apresentou uma deterioração rápida do quadro, evoluindo para falência múltipla de órgãos.
“Essa paciente vinha internada há 10 dias. Nas últimas 48 horas, o quadro se agravou muito. Ela já não mantinha mais pressão, não urinava, teve febre. Evoluiu para uma falência múltipla de órgãos, teve uma parada cardíaca às 22h40. Foram tentadas manobras de reanimação, mas infelizmente ela não resistiu e o óbito foi confirmado às 23h”, explicou a médica.
Kelly chegou a apresentar uma leve melhora, sendo extubada no sábado (7), mas as novas complicações levaram à piora irreversível.
A médica Isis Lacerda também atualizou o estado de saúde do filho da professora, um bebê de apenas 1 ano e 4 meses. Segundo ela, a criança está em estado grave na UTI Pediátrica, com queimaduras em cerca de 25% do corpo — incluindo face, tronco e pé esquerdo — e sofre com complicações respiratórias.
Foi tentada a extubação na terça-feira (10), mas sem sucesso. Um novo protocolo de retirada do tubo será tentado ainda nesta quarta-feira (11).
“A criança tem chances de sobreviver. A gravidade é real, mas há possibilidade de recuperação. O edema de face e pescoço, associado à inalação de fumaça, dificulta a respiração espontânea. Vamos tentar novamente tirá-la do respirador hoje”, afirmou.
O incêndio também vitimou sua mãe, Maria Faustino Lucena, de 58 anos, que não resistiu aos ferimentos e faleceu no dia 4 de junho. Maria sofreu queimaduras em cerca de 40% da superfície corporal, com comprometimento das vias aéreas.
Kelly Keltylly era professora conhecida e querida em Patos. Atuava no Colégio Ágape, no Centro Universitário UNIFIP, e também era diretora da escola de idiomas CCAA.
O caso gerou grande comoção na cidade de Patos e em toda a região, especialmente entre colegas de profissão, alunos, amigos e familiares da educadora.
As instituições de ensino onde ela trabalhava emitiram Notas de Pesar pelo falecimento da professora. Confira abaixo:
Ver essa foto no Instagram
Ver essa foto no Instagram
Ver essa foto no Instagram
Ver essa foto no Instagram
Por Patos Online
Violência Homem é preso suspeito de tentar matar o próprio irmão com golpe de foice no Sertão da Paraíba
Exoneração Justiça determina exoneração de diretores de presídios sem formação exigida por lei na Paraíba
Confronto policial Polícia Civil frustra assalto e sequestro de diácono em santuário religioso em Campina Grande; suspeito morre após confronto
Resgate Operação Rotas da Fauna: PRF resgata 245 animais silvestres na Paraíba
Escudo Federal Polícia Federal deflagra operação para investigar ameaças a servidores do IFPB em João Pessoa
Confronto policial Suspeito armado morre após confronto com a Polícia Militar na zona rural de Sousa
Parede de Contenção Polícia Civil deflagra Operação “Parede de Contenção” e prende dois suspeitos por tráfico em Coremas
Tráfico de drogas Polícia Militar apreende drogas e cumpre mandado de prisão durante ação em Conceição, no Vale do Piancó
Educação e Segurança 2ª Cia/3º BPM intensifica patrulhamento escolar e reforça presença em Santa Terezinha-PB Mín. 21° Máx. 34°