
O tenente-coronel Esaú Lucena, comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar, com sede em Patos, afirmou nesta terça-feira (1) que o policial militar preso durante a Operação Fim de Festa — realizada em uma ação integrada entre a Polícia Militar, a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros Militar — deve ter a prisão mantida pelo Comando-Geral.
Segundo ele, o policial passará por audiência de custódia e deverá continuar preso, sendo encaminhado para o 2º Batalhão da Polícia Militar, com sede em Campina Grande.
“O militar irá passar por audiência de custódia e, provavelmente, deverá ter a prisão mantida. Ao que tudo indica, trata-se de uma prisão temporária. Ele será encaminhado ao 2º Batalhão da Polícia Militar, onde funciona a carceragem destinada aos agentes de segurança militar que têm suas prisões decretadas no estado”, explicou o tenente-coronel Esaú.
Ele enfatizou o êxito da operação, determinada pelo II Comando de Policiamento Regional (CPR II), com o objetivo de enfraquecer uma organização criminosa com atuação no tráfico de drogas, armas e homicídios no município de São José do Bonfim (PB), com ramificações em Patos, Teixeira, Campina Grande, João Pessoa e municípios do estado de Pernambuco.
Ainda de acordo com o comandante, a ação mobilizou um grande aparato policial, com o suporte de 30 policiais militares da Força Regional, Tropa de Choque, Rotam e demais forças de segurança, dada a sensibilidade da operação no combate à criminalidade. Ouça:
Os mandados de prisão foram expedidos pela 1ª Vara Mista de Patos e contou com o cumprimento de 23 ordens judiciais (entre mandados de busca e prisão) e a prisão de 19 indivíduos envolvidos. Mais de 120 agentes de segurança pública participaram da operação.
De acordo com o delegado Claudinor Lúcio, da DHE, a operação é resultado de um trabalho de investigação baseado em provas extraídas de um celular apreendido, cujos dados foram periciados e analisados minuciosamente. “A partir dessa extração de celular, foi elaborado um relatório detalhado que embasou os pedidos de 22 mandados de prisão e busca e apreensão, todos deferidos pela Justiça”, explicou o delegado.
Segundo Claudinor, o policial atuava de forma direta e estratégica dentro da facção. “Esse policial, além de repassar informações sobre a atuação da polícia na cidade de São José do Bonfim, também comercializava armas e munições, inclusive abastecendo o grupo criminoso com esse armamento, mantendo-os armados para suas ações”, afirmou.
A facção, segundo a polícia, é responsável por tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e munições, além de homicídios. Os assassinatos, de acordo com o delegado, eram utilizados como instrumento de controle territorial e intimidação dentro da estrutura do crime organizado.
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