
A Polícia Civil da Paraíba deflagrou na manhã desta quinta-feira (17) a Operação Before, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes em concursos públicos, com atuação no Sertão do estado e ramificações em Recife-PE.
As investigações tiveram início em 2023, após a prisão de B.P.P.F, de 27 anos, durante a aplicação da prova do concurso para o Curso de Formação de Soldados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba, na cidade de Patos. A suspeita foi flagrada por uma fiscal de sala, que acionou uma policial feminina para averiguação. Durante a revista, foram encontrados com a candidata um ponto eletrônico no ouvido, um microfone preso ao corpo com fita de silicone e um celular escondido no bolso da calça, indícios claros de tentativa de fraude.
A partir desse flagrante, a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) de Patos, em conjunto com a Unintelpol, iniciou uma investigação detalhada que revelou uma estrutura criminosa organizada, com divisão de tarefas e movimentações financeiras suspeitas.
Durante a operação deflagrada nesta quinta-feira (17), foram presos:
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Um terceiro integrante da organização, Ygor Thales Morais Félix, conhecido como “Pé de Pato”, de 30 anos, foi assassinado em um duplo homicídio ocorrido em junho no bairro Jatobá. De acordo com o delegado Lucas Rothardand, em entrevista ao jornalista Pabhlo Rhuan, Ygor era considerado o líder do grupo e já estava sendo monitorado antes de sua morte, que ocorreu antes de ele ser oficialmente intimado a depor.
Ele era apontado como responsável pela logística do esquema, incluindo transporte das respostas das provas e movimentação de valores ilegais. Segundo o delegado, o grupo agia de forma estratégica.
"Ele fazia parte — era praticamente um líder — dessa conexão dentro da organização criminosa, inclusive atuando nas interligações financeiras. A mulher era responsável por receber os valores e foi ela quem foi flagrada, no dia da prova da Polícia Militar de 2023, com um ponto eletrônico no ouvido e um celular embutido no bolso. A partir disso, iniciamos as investigações, que culminaram na prisão dela e de outro envolvido, que, para nós, é o 'cabeça intelectual' da organização criminosa. Agora, está foragido mais um integrante, que seria o elo de conexão da quadrilha."
Ainda de acordo com a Polícia Civil, um dos suspeitos permanece foragido, e a investigação agora se concentra em identificar outros membros da organização, bem como possíveis beneficiários que ingressaram ilegalmente no serviço público por meio das fraudes.
"Agora, iremos partir para novas investigações para apurar o envolvimento dos membros em outros concursos públicos, bem como a possível participação de servidores da área policial que tenham adquirido determinado gabarito", disse.
A operação representa um passo importante no combate às fraudes em concursos públicos, prática que prejudica a lisura dos certames e afeta diretamente a meritocracia no acesso a cargos públicos. As investigações seguem em andamento e novas prisões podem ocorrer nos próximos dias.
Por Patos Online
Com informações complementares de Pabhlo Rhuan
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