
Pela primeira vez em duas décadas, o número de fumantes no Brasil voltou a crescer. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, a proporção de adultos que fumam passou de 9,3% em 2023 para 11,6% em 2024. Embora o hábito seja mais frequente entre homens (13,8%), também houve aumento entre as mulheres, cujo percentual subiu de 7,2% para 9,8%.
O pneumologista da Hapvida, Túlio Petrucci, aponta que a popularização dos cigarros eletrônicos e o enfraquecimento das campanhas antitabagistas estão entre os principais fatores para essa alta. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 2,6% da população adulta, cerca de 4 milhões de pessoas, eram usuários de vapes em 2024.
“Há uma menor percepção de risco por parte da população. Muitas vezes os vapes são vistos como ‘menos nocivos’ ou ‘modernos’ e atraem novos usuários, inclusive pessoas que nunca fumaram. Além disso, o marketing indireto e a influência nas redes sociais, especialmente com celebridades e influenciadores, acabam estimulando o uso”, afirma o médico. Ele ainda relata que fatores socioeconômicos e emocionais, como estresse, ansiedade e dificuldades financeiras, também podem estimular o consumo.
Entre as mulheres, além do aumento geral do tabagismo, o uso de vapes cresceu de 1,4% em 2023 para 2,6% em 2024. O médico aponta que estratégias de marketing voltadas ao público feminino, com design, cores e sabores atrativos têm influência nesse cenário. Fatores como sobrecarga mental ligada ao acúmulo de funções (trabalho e família), pressão estética e social – incluindo a associação do cigarro ao controle de peso ou à ideia de “independência” e “estilo” –, além da influência de amigas e figuras públicas, também contribuem para o aumento.
Outro ponto é a mudança do perfil do fumante no país. “Jovens e adolescentes estão entre os mais atingidos, atraídos por sabores adocicados e pela falsa impressão de menor risco. Há também fumantes ocasionais que nunca consumiram cigarros tradicionais e passaram a experimentar vapes por curiosidade. O cheiro menos intenso e a possibilidade de uso em locais fechados tendem a tornar o consumo socialmente mais aceito”, explica o médico.
Riscos à saúde – O pneumologista alerta que, mesmo em pequenas quantidades, o cigarro tradicional aumenta o risco de câncer de pulmão, boca, garganta e bexiga, além de provocar danos cardiovasculares, como infarto e AVC, e de favorecer doenças respiratórias crônicas, como bronquite e problema pulmonar obstrutivo crónico. Já em relação aos cigarros eletrônicos, embora ainda faltem estudos de longo prazo, há evidências de que o uso pode causar inflamação pulmonar, prejuízo à função respiratória e efeitos no sistema cardiovascular. Em alguns casos, os líquidos utilizados contêm metais pesados, formaldeído e outras toxinas, enquanto a nicotina presente pode gerar dependência igual ou até maior que a do cigarro comum.
Entre os sinais de que os danos respiratórios já podem estar instalados, o médico indica a presença de falta de ar ou cansaço em atividades antes bem toleradas, tosse crônica – especialmente pela manhã –, chiado no peito, infecções respiratórias frequentes e produção persistente de catarro. Nos estágios mais avançados, podem surgir coloração arroxeada nos lábios, emagrecimento involuntário e perda de massa muscular.
“O uso combinado de cigarros e vapes pode potencializar os danos, aumentando a exposição a diferentes toxinas, sobrecarregando o trato respiratório e elevando a carga de nicotina, o que intensifica a dependência e o risco cardiovascular”, destaca Túlio.
Fonte: MaisPB
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