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Estudioso da política internacional, padre Joãozinho analisa intervenção dos EUA na Venezuela e afirma que captura de Maduro “já era anunciada”

Em análise exclusiva ao Patos Online, estudioso de política internacional aponta isolamento diplomático, acusações de fraude e interesses econômicos como fatores centrais da ação americana

03/01/2026 às 17h30 Atualizada em 04/01/2026 às 01h45
Por: PATOS ONLINE Fonte: Patos Online
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Fotos: reprodução/Casa Branca
Fotos: reprodução/Casa Branca

O padre João Romão Filho, conhecido popularmente como Padre Joãozinho e estudioso da política internacional, afirmou que a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos “já era um desfecho anunciado”. Em análise enviada exclusivamente ao Patos Online, o religioso contextualizou a intervenção americana na Venezuela, relacionando o episódio a um longo processo de isolamento diplomático, pressões internacionais e interesses estratégicos, sobretudo ligados ao petróleo.

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Segundo Padre Joãozinho, desde 2020 já existiam declarações e movimentações internacionais que apontavam para a possibilidade de prisão de Maduro. Ele destacou que havia reclamações não apenas do povo venezuelano, mas também de diversas autoridades mundiais, em razão de perseguições políticas e da grave crise interna enfrentada pelo país.

“O Nicolás Maduro já vivia sob um tipo de mandato de prisão expedido por tribunais, inclusive americanos. Isso restringiu completamente a sua circulação internacional”, explicou.

De acordo com o estudioso, Maduro passou a viajar apenas para países considerados aliados, como Rússia, China, Coreia do Norte e Nicarágua, evitando outros destinos por medo de ser capturado. O padre relembrou, inclusive, que o presidente venezuelano chegou a ir ao Brasil em um determinado momento, mas posteriormente passou a evitar o país por receio de uma eventual prisão.

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Fraudes eleitorais e pressão externa

Na avaliação de Padre Joãozinho, outro fator decisivo foi a recusa de Maduro em dialogar com o presidente norte-americano Donald Trump, aliada às acusações de fraude eleitoral. Ele ressaltou que vários países, incluindo o Brasil à época, não reconheceram a vitória de Maduro, o que intensificou a pressão internacional.

“Houve conselhos de diversos chefes de Estado para que ele entregasse o governo e deixasse o país, mas ele preferiu manter sua postura”, afirmou.

Esse cenário, segundo o padre, levou ao avanço de investigações por parte de órgãos de inteligência dos Estados Unidos, como a CIA, além do interesse crescente de outros países na situação venezuelana.

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Petróleo no centro da intervenção

Padre Joãozinho reforçou que, nos discursos recentes, Donald Trump deixou claro que um dos principais motivadores da intervenção foi a questão econômica. Segundo ele, o presidente americano afirmou que empresas norte-americanas, especialmente do setor petrolífero, foram expropriadas pelo governo venezuelano ao longo dos anos.

“A invasão deixou explícito que os Estados Unidos querem recuperar o petróleo. Trump disse que a renda seria distribuída ao povo venezuelano, mas que o país teria que quitar o que utilizou dos americanos”, pontuou.

Administração provisória e recado à América Latina

Outro ponto destacado na análise é a intenção dos Estados Unidos de estabelecer uma administração provisória na Venezuela. Segundo Padre Joãozinho, o plano seria formar um grupo para governar o país temporariamente, garantir segurança institucional e, só depois, devolver a administração aos próprios venezuelanos.

Por fim, o padre ressaltou que Trump foi direto ao afirmar que nenhum país da América Latina deveria ousar confrontar os Estados Unidos, deixando um recado claro sobre a postura americana na região.

“A captura de Maduro não foi um ato isolado. Ela é resultado de um processo longo, envolvendo democracia, soberania econômica e, principalmente, interesses estratégicos”, concluiu.

Veja a análise abaixo:

 
 
 
 
 
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