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Equipe do Hospital Edson Ramalho salva bebê vítima de choque elétrico após uma hora de reanimação

Em um momento de desespero, dor e fé, o coração do bebê de, apenas, 1 ano e 9 meses, voltou a bater após uma força-tarefa com cerca de uma hora de reanimação realizada por cerca de 20 profissionais do hospital.

31/01/2026 às 15h00 Atualizada em 31/01/2026 às 16h05
Por: Felipe Vilar Fonte: SECOM-PB
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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

que poderia ser a rotina de qualquer hospital de referência em pediatria ganhou contornos ainda mais desafiadores no Hospital do Servidor General Edson Ramalho (HSGER). Isso porque a unidade não é porta aberta para atendimento infantil, ou seja, não é referência em urgência e emergência pediátrica, embora possua estrutura completa para todos os tipos de atendimento. Ainda assim, foi ali — no hospital mais próximo da casa da família — que a mãe do pequeno Hytalo Felipe Santos buscou socorro, sem imaginar que naquele lugar o coração do filho voltaria a bater. 

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Em um momento de desespero, dor e fé, o coração do bebê de, apenas, 1 ano e 9 meses, voltou a bater após uma força-tarefa com cerca de uma hora de reanimação realizada por cerca de 20 profissionais do hospital – incluindo a equipe da Sala Vermelha, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e vários profissionais dos mais diversos.

Após sofrer um choque elétrico em casa, no bairro do Roger, o pequeno de 1 ano e 9 meses chegou à unidade em parada cardiorrespiratória. Diante da gravidade do quadro, cerca de 20 profissionais se mobilizaram imediatamente na Sala Vermelha — médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais, psicólogos e outros colaboradores — todos certos de uma única missão: ser instrumento para que ele “nascesse de novo”.

Entre eles estava o médico cirurgião Thyago Duavy, que, mesmo não atuando na área pediátrica, não hesitou ao ser chamado. “Quando cheguei, a criança já estava em parada, toda a equipe empenhada nas manobras de reanimação, mas com dificuldade de acesso venoso. Solicitei um gelco (cateter intravenoso utilizado em situações onde se requer acesso vascular temporário, como em procedimentos cirúrgicos ambulatoriais, emergências médicas ou para administração de fluidos) e, com apoio do ultrassom, consegui puncionar rapidamente para iniciar as medicações do protocolo, para que ele começasse a responder às manobras”, relatou. 

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Para o médico, o momento foi marcado não apenas pela técnica, mas também pela fé e pelo sentimento coletivo de missão. “Eu acredito muito que primeiro foi Deus e depois foi aquela equipe abençoada, com muita luz, para aquela criancinha sair de lá com vida. Quando ele voltou, estabilizou a frequência cardíaca e a saturação, eu vi profissionais chorando de emoção. Não tem dinheiro que pague isso. É a sensação de dever cumprido, de estar servindo ao próximo”, afirmou.

A coordenadora de Enfermagem da Urgência, Roberta Medeiros, também destacou o alinhamento quase inexplicável entre as equipes. “Foi coisa de Deus mesmo. Tudo se encaixou. Todos os profissionais se voltaram para salvar o bebê e o Núcleo Interno de Regulação (NIR) articulou rapidamente a transferência de Hytalo para o Hospital de Trauma, referência em casos de choque elétrico. Todo mundo sabia da sua missão”, contou. Segundo ela, em meio à tensão, o médico Thyago chegou a afirmar com convicção: “‘Ele vai viver, querem ver? Ele vai viver! Vamos rezar um Pai Nosso!’ Aquilo deu uma força impressionante à equipe.”

A pediatra Emanuelle Carvalho, coordenadora médica da UTI Pediátrica do HSGER e também integrante da reanimação, informou que o bebê permanece internado na UTI Pediátrica do Hospital de Trauma, estável, embora ainda em estado grave. “A equipe da UTI do Trauma tem esperanças de recuperação e prognóstico bom em relação a sequelas. Só tenho a agradecer pelo trabalho em conjunto de todas as equipes envolvidas. Conseguimos estabilizar essa criança e dar uma nova chance a ele”, afirmou.

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Esforço coletivo - Enquanto isso, fora da Sala Vermelha, a assistente social Naymara Carneiro acolhia a mãe de Hytalo, profundamente abalada. Segundo o relato, a criança estava em casa com os irmãos quando encostou em uma extensão sem proteção, em uma ligação elétrica precária. “Ela desligou a energia, encontrou o filho desacordado e saiu correndo pela rua pedindo socorro. Um vizinho a trouxe para o Hospital Edson Ramalho, por ser o mais próximo”, explicou. A família vive em uma ocupação, em situação de vulnerabilidade social, no bairro do Roger.

Durante todo o atendimento, a mãe foi acompanhada pelas equipes de psicologia e serviço social, que também prestaram orientações após a estabilização do bebê e acionaram o Conselho Tutelar para garantir a proteção dos direitos da criança, com encaminhamento de relatório social.

Hospital não atende pediatria - O Hospital do Servidor General Edson Ramalho não é porta aberta para atendimentos pediátricos. Embora a unidade hospitalar possua estrutura completa para todos os públicos, nos casos de urgência e emergência de bebês e crianças, a indicação é levar para o Hospital Arlinda Marques, referência no atendimento em pediatria. 

Por Secom-PB

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