
Exames do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-PB) confirmaram a contaminação por bactérias em amostras de alimentos coletados na pizzaria investigada pelo surto de infecção alimentar que resultou na morte de uma mulher e no atendimento de mais de 100 pessoas em Pombal, no Sertão da Paraíba. A informação foi divulgada pelo Secretário de Saúde de Estado da Paraíba, Ari Reis, neste sábado (28).
Sete amostras foram analisadas, entre amostras biológicas dos pacientes que apresentaram sintomas e amostras dos alimentos encontrados no estabelecimento, como pizzas, molhos e carnes. Nas amostras biológicas não foram identificadas bactérias patogênicas, enquanto nas amostras dos alimentos a análise apontou uma alta concentração das bactérias Staphylococcus aureus e Escherichia coli. Nenhuma delas apresentou presença de Salmonella.
De acordo com a análise, a principal suspeita é de que a contaminação tenha ocorrido por falhas na manipulação dos alimentos, o que pode facilitar a transmissão de bactérias.
O secretário de saúde da Paraíba, Ari Reis, afirmou que "ainda não se pode atribuir a alta concentração de bactérias como causa do óbito". Segundo ele, "as bactérias identificadas em alta concentração têm o potencial de causar sintomas agudos, conforme os pacientes apresentaram", evidenciando que "os alimentos foram mal manipulados".
"A única afirmação que podemos fazer nesse momento é que há evidências científicas de que há uma má manipulação dos alimentos na pizzaria. Não podemos atribuir a essa concentração elevada de bactérias como causa do óbito, porque precisamos que as amostras biológicas sejam analisadas para verificar toxinas dessas bactérias no sangue, principalmente na amostra desse óbito", explicou o secretário.
Ari Reis também disse que o Lacen da Paraíba não realiza a identificação da toxina no sangue, e portanto, a amostra será enviada para outro laboratório fora do estado para que a análise seja concluída. O prazo para divulgação do resultado é de até 15 dias úteis.
O surto aconteceu entre a noite do domingo (15) e a segunda-feira (16) e causou a morte da servidora municipal Rayssa Maritein Bezerra e Silva, de 40 anos. Outras 117 pessoas que comeram na pizzaria procuraram atendimento médico com sintomas como náuseas, vômitos, diarreia e dores abdominais.
O laudo foi obtido inicialmente pela reportagem da Rádio CBN e, neste sábado (28), foi detalhado pelo secretário de Saúde da Paraíba, Ari Reis, em entrevista à TV Cabo Branco.
Procurada, a Polícia Civil da Paraíba confirmou que recebeu o resultado do Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba, mas não divulgou detalhes do conteúdo e informou que aguarda a conclusão dos demais laudos antes de se pronunciar.
A advogada do dono da pizzaria informou, em um vídeo publicado nas redes sociais, que não teve acesso aos detalhes mais aprofundados sobre o laudo e que permanece disponível para investigações.
A mulher que morreu após comer em uma pizzaria foi identificada como Raíssa Maritein Bezerra e Silva, de 44 anos. Na noite do dia 15 de março, um domingo, ela foi para o estabelecimento com o namorado comer uma pizza de carne de sol. O namorado passou por atendimento após comer o alimento, mas não teve mais problemas graves na saúde.
Raíssa Maritein era engenheira agrônoma, servidora pública e descrita por familiares como alguém que era 'alegre e acolhedora'.
"Era uma pessoa alegre, simples, acolhedora. Raíssa era servidora pública, engenheira agrônoma, não tinha filhos e não era casada. (Era) divertida", disse a prima de Raíssa, Izabele Freitas.
Em nota, o Hospital Regional de Pombal afirmou que a "paciente apresentou rápida evolução clínica, sendo prontamente assistida pela equipe médica e encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), já em estado geral gravíssimo, com sinais compatíveis com um quadro infeccioso grave".
Ainda no domingo, após retornarem para casa, os dois começaram a passar mal e foram para o Hospital Regional, receberam atendimento e foram liberados. No entanto, na manhã da segunda-feira (16), a mulher deu entrada novamente na unidade de saúde, onde permaneceu internada até vir a óbito na terça-feira (17).
Em um vídeo enviado ao g1 pela advogada Raquel Dantas, que representa Marcos Antônio, dono do estabelecimento, ele disse que lamenta a morte da mulher e todo o transtorno causado para as pessoas que tiveram que passar por atendimento médico.
Segundo o Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol), exames toxicológicos ainda estão em andamento e devem ajudar a esclarecer a causa da morte. A análise inicial do corpo, de acordo com o diretor do núcleo de Cajazeiras, o perito Luiz Rustenes, não encontrou alterações características de intoxicação alimentar nos órgãos de Raíssa.
Fonte: g1 PB
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