
Os corpos da mulher encontrada morta dentro de uma mala e carbonizada, no bairro de Manaíra, em João Pessoa, e do homem que a matou, encontrado morto dois dias depois, permanecem na sede do Instituto de Polícia Científica (IPC) de João Pessoa. A informação foi confirmada ao g1 pela diretora Raquel Azevedo, nesta quinta-feira (2).
A médica Chantal Etiennette Dechaume, de 73 anos, de nacionalidade francesa, foi encontrada carbonizada no dia 11 de março. De acordo com a polícia, ela foi morta pelo gaúcho Altamiro Rocha dos Santos, com quem tinha um relacionamento.
O homem foi encontrado morto no dia 12 de março, um dia após o corpo de Chantal ser localizado. O corpo dele estava no bairro João Agripino, com as mãos amarradas e sinais de decapitação.
O IPC não sabe informar se a família da francesa já foi localizada pelo consulado. Já no caso de Altamiro, nenhum familiar do homem procurou o corpo.
O consulado da França no Brasil já foi acionado pela Polícia Civil da Paraíba para encontrar a família da Chantal. As informações foram confirmadas pela corporação.
De acordo com o delegado Thiago Cavalcanti, responsável pela investigação do caso, o contato com o consulado já foi feito e o órgão informou às autoridades que, após encontrarem os familiares, é necessário que eles formalizem um advogado para fazer a tratativa do traslado para a França.
"O consulado da França no Brasil foi comunicado. Segundo contato com o consulado, caberá aos familiares da vítima providenciarem um advogado para dar entrada no processo específico", disse o delegado.
O g1 entrou em contato com o consulado da França no Brasil para saber atualizações sobre os trâmites, mas ainda não obteve resposta.
De acordo com a polícia, Altamiro não tinha renda fixa e era sustentado financeiramente por Chantal, que recebia aposentadoria do exterior, estimada em R$ 40 mil reais. A vítima conheceu Altamiro na orla da capital, onde ele vendia artesanato. Durante a pandemia, chegou a abrigá-lo, e os dois iniciaram um relacionamento.
De acordo com a investigação, o homem utilizava drogas e a mulher francesa não aceitava isso. A vítima demonstrou que queria terminar a relação por conta dessa situação. E isso teria motivado o crime. Altamiro foi encontrado morto no dia 12 de março, um dia após o corpo de Chantal ser localizado. O corpo dele estava no bairro João Agripino, com as mãos amarradas e sinais de decapitação.
Segundo a Polícia Civil, ele apresentava uma lesão profunda no pescoço, sem outros ferimentos aparentes. A principal linha de investigação é de que a morte possa ter relação com a atuação de integrantes de uma facção criminosa, que teriam reagido à repercussão do crime e à presença da polícia na região. Até o momento, ninguém foi preso.
A Polícia Civil da Paraíba confirmou ainda no sábado (14) que identificou o homem que ateou fogo na mala onde estava o corpo da francesa. Segundo a investigação, ele ainda não foi localizado, e a polícia segue em tratativas para encontrá-lo.
De acordo com Thiago Cavalcanti , o homem, que vive em situação de rua, vai ser ouvido, mas não deve ser responsabilizado criminalmente, já que não teve participação direta na morte. Conforme a Polícia Civil, ele recebeu uma porção de droga para colocar fogo na mala, a pedido do namorado da vítima.
Além disso, a investigação confirmou uma nova informação pericial. A confirmação de que foi identificado sangue no apartamento onde Chantal morava. A dinâmica do crime ainda está sendo investigada.
Imagens de dois circuitos de segurança mostram Altamiro Rocha dos Santos, responsável por matar a francesa, descendo com o corpo dela em uma mala, no prédio onde moravam, no bairro de Manaíra, em João Pessoa.
Fonte: g1 PB
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