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Gerais PROCEDIMENTO ERRADO

Mulher denuncia falha em exame toxicológico para CNH após ter parte da cabeça raspada em laboratório na Paraíba; veja o vídeo

Vídeo publicado nas redes sociais mostra relato de candidata à habilitação, que afirma ter sofrido danos no cabelo durante a coleta do material em Sapé. Laboratório reconheceu falha no procedimento, mas mulher diz que não recebeu assistência.

13/07/2026 às 23h51
Por: Felipe Vilar Fonte: g1 PB
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Foto: reprodução
Foto: reprodução

Uma mulher denunciou nas redes sociais um suposto problema ocorrido durante a realização de um exame toxicológico obrigatório para emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), em um laboratório de análises clínicas de Sapé, na Zona da Mata da Paraíba. O caso aconteceu no sábado (11). A denúncia foi publicada pela própria mulher, que relatou a situação em um vídeo nas redes sociais. 

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Desde maio deste ano, candidatos à primeira habilitação também passaram a ser obrigados a apresentar resultado negativo em exame toxicológico, conforme determinação da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Ana Karolina relatou que teve problemas durante a realização do exame em um laboratório de análises clínicas de Sapé. Segundo ela, o procedimento de coleta do material teria sido feito de forma inadequada, com a retirada de duas grandes mechas de cabelo, uma na parte central da cabeça e outra na lateral. A candidata afirmou que a situação causou dor e afetou sua autoestima.

De acordo com o relato, a coleta deveria ter sido feita apenas uma vez, mas precisou ser repetida após a profissional responsável informar que um dos envelopes usados para armazenar a amostra havia sido rasgado.

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“Ela tirou meu cabelo duas vezes, onde era para ter tirado só uma, e em menor quantidade. Ainda queria retirar uma terceira mecha, alegando que não iria valer”, afirmou a mulher no vídeo.

 
 
 
 
 
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Ana Karolina disse que questionou a necessidade de uma nova retirada de cabelo e sugeriu que fosse feita apenas a substituição do envelope danificado. Segundo ela, após a insistência, a profissional teria informado que a amostra poderia ser encaminhada mesmo com o pequeno rasgo no material utilizado para acondicionamento.

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Após chegar em casa, a candidata afirmou ter percebido a dimensão da área retirada durante o procedimento e classificou a coleta como desnecessária. No vídeo publicado nas redes sociais, ela também relatou ter sentido dor durante a realização do exame, que, segundo ela, foi registrado em vídeo.

 
 
 
 
 
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Ainda conforme o relato de Ana Karolina, ao final do procedimento, a profissional teria orientado que ela mantivesse o cabelo preso para esconder a região afetada pela coleta.

Laboratório admite falha em procedimento

Após a repercussão do caso, o laboratório responsável pela coleta publicou uma nota nas redes sociais informando que fez uma apuração interna e identificou uma falha no procedimento.

Na manifestação, a empresa afirmou que a situação não representa os valores adotados pelo laboratório e pediu desculpas pelo ocorrido.

“Após apuração interna, identificamos que houve uma falha no procedimento, situação que não reflete os valores de cuidado, respeito e acolhimento que fazem parte da nossa história", diz trecho da nota.

O laboratório também informou que entrou em contato com a paciente para oferecer assistência após o ocorrido.

Em uma publicação nas redes sociais ainda nesta segunda-feira (13), a mulher informou que chegou a um acordo com o laboratório após o episódio em que teve parte do cabelo raspada durante a realização de um exame toxicológico para renovação da CNH.

Segundo ela, a clínica se comprometeu a oferecer o acolhimento necessário e a custear o tratamento capilar, além do acompanhamento psicológico relacionado aos danos causados pela situação. Na publicação, a mulher afirmou ainda que espera que todos os termos do acordo sejam cumpridos "com responsabilidade e respeito".

 
 
 
 
 
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Exame toxicológico passou a ser exigido para primeira habilitação

A exigência, que antes era aplicada principalmente às categorias C, D e E, passou a alcançar também os candidatos às categorias A, B e AB, como forma de comprovar que o futuro condutor não faz uso de substâncias psicoativas.

Segundo a Senatran, a medida busca garantir que todos os novos motoristas cadastrados no Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach) apresentem exame com resultado negativo antes da emissão da CNH.

A obrigatoriedade, no entanto, não se aplica aos candidatos que já haviam emitido o registro no Renach antes da data estabelecida pelo órgão.

Como funciona o exame toxicológico

O exame toxicológico exigido para a emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) deve ser feito exclusivamente em laboratórios credenciados pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) ou em postos de coleta vinculados a esses estabelecimentos. A coleta não pode ser feita em locais sem credenciamento, como residências, empresas ou unidades móveis.

Na maioria dos casos, o material utilizado é uma pequena mecha de cabelo, retirada próxima à raiz. Quando não há cabelo em quantidade suficiente, podem ser utilizados pelos do corpo e, em situações específicas, unhas.

O procedimento prevê a coleta de duas amostras: uma destinada à análise laboratorial e outra armazenada para uma eventual contraprova, que pode ser solicitada pelo candidato caso queira contestar o resultado do exame.

Após a coleta, o laboratório tem até 15 dias para emitir o laudo e registrar o resultado no Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach). O exame tem validade de 90 dias e permite identificar o consumo de substâncias psicoativas em um período de aproximadamente três meses anteriores à coleta.

Os laboratórios que fazem o exame precisam seguir normas técnicas estabelecidas pela Senatran e estão sujeitos à fiscalização dos órgãos de trânsito, podendo sofrer penalidades em caso de descumprimento das regras.

O que pode ser detectado no exame?

Esse método permite identificar o consumo de substâncias psicoativas ao longo de aproximadamente 90 dias ou mais, sendo considerado um dos exames de maior alcance para detectar o uso retrospectivo de drogas.

Entre as substâncias que podem ser identificadas estão maconha, cocaína, anfetaminas, ecstasy, LSD, heroína e morfina, entre outras. O exame também pode ser utilizado em processos admissionais, investigações judiciais, acompanhamento de tratamentos para dependência química e em casos de suspeita de intoxicação ou overdose.

Fonte: g1 PB

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