O impacto diante da pandemia do Coronavirus e o pedido para que as pessoas permaneçam em casa para evitar proliferação da doença tem causado danos, principalmente no comércio e nos serviços. Na cidade de Patos, as empresas têm buscado adaptar-se, porém, essa adaptação tem custado demissão de trabalhadores.
Em alguns países, por exemplo, na França, o governo determinou a dispensa de pagamento de aluguel, gás, energia, água e ainda concedeu incentivo financeiros para que as empresas paguem salários aos trabalhadores sem que estes trabalhem. O patoense Germano Almeida, que reside na França, descreveu que as pessoas estão buscando se adaptar ao momento. “...aqui estão abertos supermercados, farmácias, hospitais ...ninguém faz mais nada. As filas nos supermercados estão gigantescas...pra você sair de casa tem que ter autorização que pode ser solicitado pela internet...se for pego sem essa autorização pode até ser preso..,”, relatou Germano.
No Brasil, o Governo Bolsonaro tem tido um comportamento que vem sendo muito criticado até por seus correligionários. O presidente, mesmo estando entre os suspeitos, tem tido uma rotina normal e sinalizou com a possiblidade de permitir que os salários dos trabalhadores sejam cortados para evitar problemas maiores na economia.
Enquanto a cura não está ao alcance de todos, e tendo o grupo de risco entre os idosos, pessoas com outras enfermidades e crianças que são mais frágeis, o Coronavírus vem causando um esvaziamento no comércio de todas as cidades do Brasil. Em Patos, a reportagem já tomou conhecimento de demissões de trabalhadores diante da falta de movimentação financeira. “Se eu não vendo, se não arrecado dinheiro, se os impostos continuam e as contas também não esperam, então eu não tenho outra saída. O comércio que já estava ruim, agora tá um deus nos acuda...se a saída for demitir, infelizmente, terei que fazer...”, relatou um comerciante que não quis se identificar.
Algumas lojas de roupas já começaram a dispensar seus trabalhadores. Nos serviços, também existem relatos de demissões. Os pequenos comerciantes são os atingidos de forma direta com o esvaziamento do comércio. As empresas de entretenimento e lazer são as mais afetadas.
Na manhã desta sexta-feira, dia 20, a reportagem conversou com um prestador de serviços. Ele emprega 14 trabalhadores e comentou que vai manter as portas abertas e adotou medidas para não demitir, mas já sentiu a diminuição da movimentação. “Queria poder fechar as portas e ir para casa, mas não posso! Não posso mesmo! Vou me adaptando e espero que isso passe logo”, relatou.
O Grupo Guedes, um dos maiores empregadores da cidade de Patos, fez mudanças significativas. A empresa decidiu manter aberto o Guedes Supermercado, a Casa Lotérica, a Loja Mundo Verde que vende produtos naturais. A Caixa Econômica Federal, que funciona nas dependências do Guedes Shopping, também está em funcionamento por pertencer a rede bancária. Todos estão funcionando em regime especial e com adaptações.
O Grupo Guedes não demitiu nenhum trabalhador e busca manter todo o seu quadro funcional na integralidade dos seus direitos.
Jozivan Antero – Patosonline.com
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