Era por volta das 22h30 desta quinta-feira, dia 14, quando foi finalizado o Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia Civil, em Patos. Tal procedimento foi solicitado por representantes da Prefeitura Municipal de Patos em decorrência de uma pesquisa que gerou polêmica e repercussão extremamente negativa na sociedade em meio a pandemia do novo coronavírus, COVID – 19.
O fato começou quando 18 pessoas chegaram em um micro-ônibus na cidade de Patos e começaram a abordar cidadãos em diversas localidades da cidade de Patos. A pesquisa suspeita estava sendo realizada por pessoas que se identificaram como profissionais da saúde e que realizavam tal pesquisa para o Governo Federal e para o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE). De imediato, os patoenses estranharam e começaram a fazer contato com autoridades locais para denunciar o ocorrido.
André Fernandes, coordenador da Guarda Municipal de Patos, relatou que o órgão recebeu a primeira denúncia e logo mobilizou os demais funcionários, bem como a Polícia Militar, a Secretaria de Saúde do Município de Patos e o próprio prefeito interino Ivanes Lacerda. A primeira abordagem foi realizada e a comissão localizou duas pessoas da suposta pesquisa que não apresentou documentação, autorização ou responsável técnico para a atividade específica. Depois deste contato, os demais foram sendo localizados e a situação ficou ainda mais complicada.
O Guarda Municipal Rodrigo Caciano, que acompanhou toda a ação desde o início até o final na Delegacia de Polícia Civil, relatou que ficou abismado com tamanho desrespeito a cidade de Patos, as autoridades sanitárias e ao próprio povo, pois as condições apresentadas para tal feito eram visivelmente amadoras, sem autorização legal apresentada e que demonstrou pouco zelo com a saúde pública em um momento tão dramático. A mesma observação foi referendada pelo coordenador André Fernandes.
A secretária de Saúde do Município de Patos, Francisca Lavor, a Nina, falou que não existiu a mínima logística para a suposta pesquisa. As 18 pessoas vieram de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, não tinham local para hospedagem e apoio, não eram na sua maioria profissionais de saúde, não havia a mínima estrutura de condicionamento dos testes rápidos para COVID – 19 que estavam ao lado de galões de combustível, em sacolas simples e sem o “gelox”, que dura em média duas horas em caixas térmicas. “A técnica se saúde não portava o COREN da Paraíba e nem estava portando o documento do seu estado de origem. Além de não poder atuar aqui, ainda cometeu esse erro. Nós não fomos comunicados de nada”, disse Nina.
“Os protocolos mínimos preconizados pelo Ministério da Saúde não foram respeitados. O prefeito Ivanes foi muito enérgico diante de toda a situação inusitada e que colocou em risco a sociedade patoense e os próprios envolvidos na tal pesquisa. Lamentável todo o corrido”, finalizou Nina.
Jozivan Antero – Patosonline.com
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