O Ministério Público Federal, a Polícia Federal e a Receita Federal cumprem, nesta quarta-feira (9), 50 mandados de busca e apreensão em endereços de pessoas e empresas investigadas por um suposto desvio de R$ 355 milhões do Sesc RJ, do Senac RJ e da Fecomércio RJ entre 2012 e 2018 em em desdobramento da Operação Lava Jato. Os escritórios dos advogados do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin e Roberto Teixeira, são alvos da operação. Eles são suspeitos de liderar o esquema. O advogado Frederick Wassef, que já representou o presidente Jair Bolsonaro, também investigado na ação. Apesar dos nomes ligados a eles, tanto Lula quanto Bolsonaro não são citados no documento.
Os agentes da Polícia Federal também têm como alvo escritórios de parentes de ministros do STJ e TCU-RJ. Entre eles estão firmas do ex-ministro César Asfor Rocha (STJ) e seu filho Caio Rocha, os advogados Eduardo Martins (filho de Humberto Martins) e Tiago Cedraz (filho de Aroldo Cedraz). As medidas foram autorizadas pelo juiz Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no Rio de Janeiro. Chamada de E$quema S, a operação foi deflagrada ao mesmo tempo em que se inicia o trâmite de uma ação penal contra 26 pessoas, incluindo o ex-governador do Estado Sérgio Cabral e a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo.
Os recursos do Sesc e do Senac têm origem pública através do repasse de contribuições sobre a folha de pagamento de empresas comerciais da Receita Federal para os Serviços. As investigações do MPF partiram da Operação Jabuti, de 2018, e reuniram dados compartilhados de apuração da Receita, TCU, MPF-DF (Operação Zelotes) e quebras de sigilos — além da colaboração premiada do ex-presidente da Fecomércio, Orlando Santos Diniz. De acordo com as informações passados por ele, os desvios começaram após o Conselho Fiscal do Sesc Nacional perceber, em 2011. uma série de irregularidades na seccional do Rio de Janeiro. O órgão era comandado por Carlos Eduardo Gabas, ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff.
O MPF já ofereceu denúncia contra 26 pessoas por 43 crimes, como: organização criminosa, estelionato, corrupção passiva e ativa, peculato, tráfico de influência e exploração de prestígio. As denúncias indicam que, dos R$ 355 milhões, pelo menos R$ 151 milhões foram desviados em um esquema liderado por Diniz, Marcelo Almeida, Roberto Teixeira, Cristiano Zanin, Fernando Hargreaves, Vladimir Spíndola, Ana Tereza Basílio, José Roberto Sampaio, Eduardo Martins, Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo. Todos foram denunciados por organização criminosa. De acordo com as investigações, o esquema incluía o uso de contratos fictícios — em que serviços eram declarados e remunerados, mas não eram prestados.
Fonte - Jovem Pan
CASO MASTER Ciro Nogueira adquiriu imóvel de luxo antes de apresentar “emenda Master”, aponta investigação
POLÍTICA Decisão de Moraes sobre Lei da Dosimetria provoca reação no meio político
ECONOMIA Fintech investigada após sumiço de R$ 900 milhões deixou sede e fechou filiais Mín. 22° Máx. 32°