
Os próximos dias certamente seriam de muitos prejuízos para moradores de João Pessoa e de outras duas
cidades paraibanas - uma no Cariri e outra no Sertão.
Caixas eletrônicos de instituições financeiras seriam
explodidos, deixando um grande estrago na economia
dos municípios pequenos, principalmente.
A sensação de insegurança estaria mais elevada e, o
que é mais temeroso nesta história, as organizações
criminosas teriam bem mais dinheiro em caixa para
potencializar outros crimes de roubo, tráfico de drogas
e assassinatos. Ou seja, o ciclo da violência que se
alastra quando não é combatido.
Mas tudo isso não passou de possibilidade iminente.
Nas últimas duas semanas, a Polícia Civil da Paraíba
presidiu investigações que foram decisivas para evitar
ataques criminosos contra a economia e a paz social
de pelo menos três cidades.
Quase ninguém percebe (e a discrição tem de ser essa
mesmo), mas enquanto você 'folheia' este material, a
Polícia Civil atua nos bastidores da Investigação, antecipando-se a crimes de diversas modalidades. Um
trabalho que "não aparece", mas resulta em mais
segurança para a população da Paraíba e até de
outros estados, já que as organizações criminosas de roubo a bancos não respeitam divisas.
DRACO
Um dos braços fortes nessa luta é a Delegacia
de Repressão ao Crime Organizado (DRACO),
sediada em João Pessoa, mas presente em toda
a Paraíba. Nas duas semanas mencionadas, essa
equipe foi linha de frente na desarticulação de nada
menos do que 15 investigados por ataques a bancos
e/ou carros-fortes no Nordeste, todos eles prestes a
protagonizar suas ações criminosas. No decorrer de
um minucioso trabalho de investigação, em apenas
duas semanas o grupo foi preso e neutralizado.
Em outras palavras, três ataques que estavam sendo
planejados contra instituições financeiras deixaram de
acontecer em João Pessoa, no Cariri e no Sertão da
Paraíba, em um futuro próximo, graças às operações
policiais que você verá a partir de agora.
JOÃO PESSOA, Janeiro de 2021
A informação se tornou pública há poucos dias,
mas ela começou a ser trabalhada há seis meses,
sem que você, claro, tivesse conhecimento do
caso. Policiais civis sem nenhuma espécie de
identificação visível saíram em veículos também
descaracterizados por ruas da capital paraibana,
pontuando aqueles dados que acabaram de
chegar ao conhecimento da equipe. Era preciso
conferir bem de perto o que já estava ganhando
distância em direção ao interior do estado.
Investigar organizações criminosas não é fácil. A
não ser no dia e hora marcados da concretização
dos crimes, esses grupos evitam andar armados,
para não serem pegos em abordagens policiais.
Sem 'flagrantes' que justifiquem sua prisão e por
vezes apresentando documentos falsos quando
são parados em uma blitz, os membros dessas
quadrilhas não passam de inocentes até que se
prove o contrário. É preciso monitorar cada
passo dos criminosos para surpreendê-los no
momento certo.

CAMPINA GRANDE, Junho de 2021
O Renault Sandero vermelho, de placa POJ 7794,
que já estava sob as anotações da DRACO e da
Delegacia de Crimes contra o Patrimônio de João
Pessoa, não quis seguir a ordem de parada da
Polícia Militar, numa blitz de rotina em Campina
Grande, no dia 27 de junho de 2021. Por algum
motivo, o condutor do carro preferiu ignorar a
barreira policial e seguiu em disparada.
Uma guarnição da PM iniciou uma perseguição e,
na fuga, os criminosos perderam o controle do
veículo, bateram o carro e fugindo pelo matagal,
já na zona rural de Boa Vista.
Eles fizerem um agricultor da região refém, de
modo que, à noite, esse cidadão levasse os fujões até um local onde os comparsas da dupla
estariam aguardando. Esse resgate seria feito
por membros da quadrilha em um Gol de cor
branca. O que eles não sabiam é que o carro -
de placa ORR 1808 - também já constava nas
anotações das equipes de investigação e também vinha sendo monitorado pelas polícias Civil e Rodoviária Federal.
Ao passarem em determinado trecho da BR
230 em Campina Grande, equipes da DRACO e
da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) deram
ordem de parada aos ocupantes do carro. Os
criminosos reagiram com tiros, dando início a
um tiroteio que resultou na morte de três homens que iriam resgatar a dupla do Sandero.
Era o início da desarticulação da quadrilha que
já tinha planos de realizar pelo menos três assaltos a instituições financeiras na Paraíba.

PATOS, 10 de Julho de 2021
O grande 'radar' em que se transformou a Polícia Civil da Paraíba em busca de organizações
criminosas especializadas em ataques a instituições financeiras detectou movimentações
suspeitas no Sertão paraibano. As polícias Militar e Rodoviária Federal entraram na 'guerra',
bem como o Corpo de Bombeiros, formando a
Operação Máchi. No dia 10 de julho, a união
das forças de segurança prendeu 08 suspeitos
de envolvimento em ataques a bancos, tráfico
de drogas, lavagem de dinheiro e roubo de gado. Entre os presos, consta um policial militar
de Brasília. Ele seria o homem responsável
pela segurança do grupo. Além de munições e
armas, a Operação centralizada no município
de Patos apreendeu aproximadamente cem
mil mudas de maconha, na cidade de Janduís RN. No local, havia três tendas já armadas
para acampamentos, redes de dormir e vários
utensílios. Era um tipo de ponto-base tanto
para fiscalizar o plantio da droga como para
servir de alojamento aos assaltantes de banco.
BREJO DO CRUZ, dois dias depois
A investida policial contra os oito membros do
grupo, no dia 10 de julho, não se deu por satisfeita. Era preciso prender mais pessoas dessa
quadrilha, conforme apontava a investigação.
Bastaram 48 horas. No dia 12, equipes das polícias Civil e Militar prenderam mais um nome
do grupo, no município de Brejo do Cruz. Ele
estava com uma pistola Glock, a quantia de 14
mil reais e 12 aparelhos celulares.
JOÃO PESSOA, um dia depois
No dia 13 de julho, o 'radar' se voltou ao início
dos trabalhos. As polícias Civil e Rodoviária Federal agiram juntas novamente e descobriram
o paradeiro de outros três investigados. Eram
os mesmos que abandonaram o Sandero vermelho na zona rural de Boa Vista. Eles foram
presos no bairro Costa e Silva, na capital paraibana, com um Fiat Toro de cor branca e placa
OEZ 05322. O terceiro na lista de anotações.

Assessoria
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