
Uma notícia que rodou grupos de WhatsApp nesse domingo, dia 9 de janeiro, de que uma guarnição de policiais militares havia sido presa em flagrante por se negar a trabalhar durante o plantão causou polêmica e gerou muitas especulações sobre o que teria de fato motivado os agentes a não quererem sair às ruas.
O fato é que não havia um oficial habilitado para dirigir uma das viaturas e os policiais então apresentaram termo legal para prestar os serviços de forma interna no 3º Batalhão. Para dirigir um veículo de emergência é preciso uma habilitação especial, segundo o regulamento interno da Polícia Militar, e nenhum dos agentes que estavam à disposição no momento portava tal documento.
De acordo com o vereador Sargento Patrian (REDE), que vêm prestando apoio aos militares de Patos e região, a história não foi contada como de fato aconteceu. Ele negou a informação de que os policiais se recusaram a trabalhar, mas esclareceu que é uma atitude legal e comum e que foi confundida.
“Ontem na cidade de Patos eu recebi uma ligação dizendo que alguns guerreiros iriam ser autuados em flagrante por se negar a assumir escala, mas graças a Deus não foi o ocorrido. Solicitamos o apoio jurídico e nos dirigimos ao 3º Batalhão para verificar a situação, chegando lá foi apena suma questão de prestação de legalidade de um termo que eles haviam apresentado no início do trabalho, na parte informativa, dizendo que não eram capacitados para dirigir veículos de emergência. Mas Graças a Deus tudo se resolveu, apenas foi um documento para que os lados ficassem amparados, mas não se negaram a trabalhar em momento algum. O trabalho continua a todo vapor”, explicou Patrian.
No momento do ocorrido, Patrian também pediu apoio jurídico ao advogado Matheus, que se dirigiram ao 3º Batalhão para entender os fatos e oferecer apoio. Dr. Matheus explicou que foi apresentado um termo de declaração e reafirmou que os policiais estavam à disposição da PM.
“Nós fizemos o acompanhamento do sargento e do cabo e eles narraram o que aconteceu. Eles não foram às ruas porque não tinham um motorista com a qualificação, que é o CCVE, mas eles estão à disposição do Batalhão, estão em serviço, dentro da legalidade”, explicou o advogado.
A reportagem também tentou ouvir o coronel Campos, que é comandante do Comando de Policiamento Regional de Patos (CPR-II), para expor sua versão sobre os fatos. Em breve, uma matéria com a versão do comando do CPR-II.
Patosonline.com
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