
Quatro entre cada dez brasileiros têm colesterol alto, segundo dados do Ministério da Saúde. A elevação do colesterol é o principal fator de risco para o desenvolvimento de doenças arteriais como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e doença arterial periférica.
O cardiologista e pesquisador Valério Vasconcelos explica que a dislipidemia, que se configura como o colesterol anormalmente elevado ou gorduras (lipídios) no sangue, aumenta a chance de entupimento das artérias (aterosclerose) e de ataques cardíacos, AVC ou outros problemas circulatórios, especialmente em fumantes.
O especialista explica que as dislipidemias geralmente não causam sintomas, até surgirem danos que podem comprometer o funcionamento do organismo. “É comum relacionar os sintomas de dislipidemia aos sintomas de outras doenças que podem estar associadas aos níveis elevados de colesterol. Doenças como a aterosclerose (placas de gordura nas artérias), problemas no fígado (como a esteatose hepática não alcoólica, também conhecida como gordura no fígado), pressão alta, insuficiência renal ou cardíaca, angina (dor no peito) e até infarto, podem estar nesta lista”, esclarece.
Como tal condição clínica não dá sinais, a única forma segura de identificar as dislipidemias é por meio de exames de sangue periódicos. “Por isso, pessoas dos grupos de risco devem consultar o médico e realizar os exames de rotina”, afirma Valério Vasconcelos. Ele também lembra que os fatores genéticos relacionados ao colesterol elevado não podem ser controlados, mas a adoção de hábitos saudáveis é essencial para conseguir prevenir níveis altos do colesterol ruim e das triglicérides.
“Não saber a taxa de colesterol é uma realidade comum no Brasil. No último levantamento sobre o tema, realizado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, 67% dos entrevistados responderam não saber a resposta. E os impactos disso na saúde dos brasileiros, não somente dos entrevistados, é grave”, comenta o cardiologista.
O médico acrescenta que, devido ao alto índice de brasileiros com colesterol elevado, foi instituído o Dia Nacional de Combate ao Colesterol, que é celebrado em 8 de agosto. “A data é uma forma de mobilizar a sociedade para promover uma conscientização maior de cidadãos, profissionais e do poder público sobre a necessidade de prevenir e mitigar os efeitos desse mal”, afirma Vasconcelos.
Fonte: Portal Correio
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