
Os trabalhadores rurais e representantes do MST se reuniram e foram ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) da Paraíba, nesta segunda-feira (17), entregar uma pauta com reivindicações. No Dia Internacional das Lutas Camponesas, o movimento social promove uma série de ações em todo o Brasil, em especial com o órgão governamental.
Em alguns estados brasileiros, como Rio Grande do Sul, Ceará e Maranhão, os trabalhadores rurais ocuparam os espaços públicos do Incra, cobrando mais segurança, melhores condições de trabalho e, claro, a Reforma Agrária. Na Paraíba, porém, como adiantou ao Portal MaisPB o superintendente Antônio Barbosa, não iria ocorrer nada além de uma conversa.
Um grupo de militantes chegou no final desta tarde à sede do Incra na Paraíba, no bairro Pedro Gondim, em João Pessoa. A marcha estadual do MST trouxe paraibanos de Alhandra até João Pessoa em caminhada. Quando chegaram no local, eles realizaram uma série de discursos, com alguns representantes do movimento, com o superintendente ao lado do MST. Em seguida, todos entraram no auditório e discutiram as principais pautas levantadas.

“Viemos através deste, apresentar demandas do Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, como parte das ações alusivas à Jornada Abril Vermelho. Confiantes que nossa solicitação terá a devida atenção de Vossa Senhoria, nos colocamos a disposição para quaisquer esclarecimentos ou fornecimento de informações necessárias para o atendimento à solicitação que lhe apresentarmos”, disse o MST no documento.
O primeiro e maior destaque dado pelo MST foi o cadastramento de 2.506 famílias, organizadas em 22 acampamentos, como público da Reforma Agrária, algo que regularizaria essas pessoas. Além disso, o movimento pede vistoria de todas as áreas, fornecimento de cestas básicas e a nomeação de um ouvidor agrário.
O outro foco está destinado aos próprios assentamentos, com regularizações de todos os espaços. O pedido segue para encerrar o programa Titula Brasil, de 2021, que promove processos de regularização dos conjuntos de unidades agrícolas por parte de uma prefeitura, e não autorizar a entrada de empresas privadas para instalação de usinas eólicas e solares. O impacto da produção de energias renováveis pode atrapalhar a vida e o trabalho daqueles que moram nesses assentamentos.
Por fim, os representantes do MST querem a retomada de programas sociais, por parte do Governo Federal, que deixaram de existir. Entre os pedidos, estão o Terra Sol — que fomenta a agroindustrialização —, PRONERA — de educação nas regiões rurais — e outros de assistências técnica, reforma e habitação rural.
Por Leonardo Abrantes – MaisPB
FIM DAS BETS Lula assina MP e caso agora vai ao Congresso. Veja prazos
CASO MASTER Conselho Superior do MPF rejeita abrir investigação contra Gonet em relação ao Master
FIM DAS BETS Goveno Lula anuncia fim das bets no Brasil; entenda regras
CASO MASTER Relator vota contra investigação sobre conduta de Gonet no caso Master; Conselho do MPF tem 1 a 1 para abrir apuração
CASO MASTER Mensagens mostram proximidade entre Alcolumbre e Vorcaro: “Fala, meu amor”
RANKING Escola Maria Celeste Pires Leite, em Catingueira, conquista a 5ª posição no IQGE do TCE-PB Mín. 22° Máx. 37°