"Não há bem que sempre dure, e mal que nunca se acabe!" - o ditado se encaixa perfeitamente nas condições climáticas do País deste ano, pois, segundo estudos do climatologista Luiz Carlos Molion, o periodo de chuvaradas, que começa a entrar agora em janeiro sobre todo o Brasil, deverá se prolongar até junho, garantindo assim as lavouras de 2.o cliclo (safrinha). O prognóstico vale, inclusive, para o Matopiba. Esse é o lado bom das previsões.
Já, do lado das notícias preocupantes, os estudos de Molion começam a antever a formação de um El Niño para a safra 2020/2021. O climatologista diz que ainda a formação desse fenomeno climático será por enquanto de fraca atuação. (lembrado que o El Niño tem como caracteristica trazer mais chuvas para Sul do País, cortando as precipitações para as regiões Nordeste e Matopiba).
Na opinião de LCMolion, o ano de 2020 tende a repetir a performance do ano de 2016, quando as chuvas entraram mais tarde mas também se mantiveram por mais tempo.
O climatologista anteve que as chuvas ficarão acima da média de agora em diante em praticamente todas as regiões produtoras, à excessão do oeste de Sta Catarina e norte do Rio Grande do Sul.
Molion considera que o trimeste abril/maio/junho terá chuvas levemente acima da média em Goiás, Mato Grosso, Leste do Amazonas, Maranhão e Piauí, compensando a crise de umidade porque passa, atualmente, grande parte ds regiões produtoras desses Estados.
No tocante à formação do El Nino, que, por enquanto, se mostra de fraca intensidade, o climatologista olha, mais uma vez, para o comportamento do Oceano Pacífico, que mantem-se com temperaturas levemente aquecidas. Mas a partir de outubro essa condição tenderá a mudar, e, com isso, influir na quantidade de chuvas que percorrerão o continente.
O fato é que os dias serão mais frios, o inverno cada vez mais rigoroso para as planicies dos Estados Unidos (notadamente o Corn Bealt, que teve um atraso de 1 mes na entrada das chuvas e nevascas a hora da colheita), e frio intenso também na Argentina.
Molion alerta que o comportamento do planeta, em conjunção com o Sistema Solar, indica que estaremos entrando numa década de resfriamento global, com quedas de temperaturas importantes.
"O sol, diz ele, diminuirá suas emissões para os quadrantes da Terra nos proximos 10 anos, num fenomeno ainda não conhecido, mas que provocará impactos significativos para a humanidade, principalmente para a agricultura".
O veterano climatologista continua contestando, assim, as previsões alarmistas dos cientistas que acreditam que a Terra estaria entrado num periodo de aquecimento global. "É ao contrário, infelizmente, e os burocratas do clima não conseguem explicar a evidencia", finalizou ele.
Fonte: Notícias Agrícolas
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