O empresário Daniel Gomes, que presidia a Cruz Vermelha antes da deflagração da Operação Calvário, revelou ao Ministério Público, em sua delação, a existência de um esquema de ‘fura fila’ nos hospitais de Trauma de João Pessoa e Metropolitano de Santa Rita para beneficiar políticos aliados do ex-governador Ricardo Coutinho. O atendimento aos indicados era usado como moeda de troca e valia votos para os parlamentares envolvidos.
O novo trecho da delação de Daniel foi exibido no JPB 2ª Edição, da TV Cabo Branco, afiliada da Rede Globo.
O esquema, segundo o delator, funcionava da seguinte forma: pessoas indicadas por deputados e vereadores tinham prioridade no atendimento nessas duas unidades de saúde deixando sem atendimento pacientes de urgência que não tinham o privilégio de conhecer políticos da base governista.
Em troca desses ‘benefícios’ os pacientes indicados por esses políticos prometiam votos para elegê-los.
Conforme Daniel, inicialmente esses deputados e vereadores mantinham contato direto com a diretoria dos hospitais, mas depois, a então secretária de Saúde, Cláudia Veras, exigiu que a lista de indicados passasse por ela para que fosse feita uma triagem. Assim, ela teria como equilibrar os pedidos dos políticos beneficiando a todos com o esquema de forma igualitária.
Ainda de acordo com o delator, o Centro de Imagem do Trauma, que deveria servir apenas aos pacientes internados, recebia pacientes externos indicados por esses políticos.
O Metropolitano
Ricardo Coutinho, conforme o delator Daniel Gomes, teria postergado a inauguração do Metropolitano por seis meses para obter vantagens eleitorais, enquanto a população mais carente esperava pela abertura do hospital, que em ano eleitoral (2018) teria recebido 30 mil pacientes fruto do esquema. O delator confessou que o resultado do esquema era muito positivo para os políticos que faziam parte dele.
Fonte83 com G1/PB
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