
Na manhã desta terça-feira (7), o comerciante conhecido como “Nego Zé” divulgou um vídeo nas redes sociais em tom de desabafo sobre a baixa movimentação e as dificuldades nas vendas no Centro de Comercialização Batista Leitão, o conhecido Camelódromo de Patos, localizado na Rua Santos Dumont, próximo à Praça Fernando Soares e ao Guedes Shopping.
O comerciante relatou que, desde a realocação dos barraqueiros e feirantes que trabalhavam nas ruas do centro — especialmente na Rua Dr. Genuíno —, as vendas caíram drasticamente. A mudança, ocorrida há cerca de 20 dias, foi determinada pela 4ª Vara Mista da Comarca de Patos, como parte de um processo de ordenamento urbano.
De acordo com Nego Zé, o novo espaço não oferece a mesma visibilidade que os antigos pontos de venda. Ele afirmou estar acumulando prejuízos com frutas que acabam estragando devido à falta de compradores.
“Olha a situação, essas mercadorias são de domingo — tô jogando a caixa de goiaba quase toda, tomate toda podre, tangerina toda mole, laranja seca. Isso aqui é um Titanic. Se quiser que o Titanic não afunde, coloque nós lá na Praça do Guedes, que é mais movimentado. Ninguém vem aqui não, o povo não vai sair do centro pra vir comprar nada aqui não. O que escapar aqui é milagre de Deus”, desabafou.
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O comerciante sugeriu que a prefeitura redirecione os feirantes para a praça em frente ao Supermercado Guedes, local que, segundo ele, possui fluxo constante de pessoas e poderia ajudar a recuperar o movimento e evitar perdas financeiras.
A situação relatada por Nego Zé reflete o descontentamento de parte dos trabalhadores com o novo local, que ainda busca se consolidar como polo comercial na cidade. O Patos Online deixa o espaço aberto caso a gestão municipal queira se pronunciar sobre a reclamação.
O processo teve início a partir de uma Ação Civil Pública do Ministério Público Estadual em 2013, após denúncias de ocupação irregular de calçadas e ruas no Centro. Em 2018, uma decisão liminar determinou a desocupação da área, confirmada em sentença definitiva em 2020. Após diversos recursos, o Tribunal de Justiça manteve, em 2024, a obrigação de desobstrução. Já em janeiro de 2025, uma decisão de 1º grau reforçou que o município deveria comprovar a execução da medida. Em agosto deste ano, novo despacho reiterou a ordem, determinando inclusive a intimação pessoal do prefeito de Patos para assegurar o cumprimento.
A decisão prevê a desobstrução das ruas José Genuíno, Pedro II, Pedro Firmino, Leôncio Wanderley e da Travessa Miguel Mota, vias que começaram a ser liberadas desde o último dia 15 de setembro.
Por Patos Online
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