
O escritório Barci de Moraes, de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), firmou um segundo contrato de prestação de serviços jurídicos no valor de até R$ 50 milhões com a Viking Participações, empresa representada pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
O contrato foi assinado em 12 de maio de 2025 e previa três anos de prestação de serviços. Entre as atividades estavam consultoria jurídica, atuação em procedimentos administrativos, acompanhamento de investigações e representação em processos judiciais.
O documento também permitia que os honorários fossem pagos por transferência bancária ou por dação em pagamento, com bens imóveis, móveis ou serviços.
Sete dias depois, em 19 de maio, a Viking e o escritório assinaram um acordo para definir como os R$ 50 milhões seriam quitados. Desse valor, R$ 40 milhões seriam pagos com participações em duas empresas ligadas a aeronaves.
Uma dessas empresas era dona de um avião Legacy 650. A outra estava em processo de compra de um helicóptero Airbus EC 155 B1.
Na prática, o Barci de Moraes receberia 33,33% da empresa ligada ao avião e 20% da empresa ligada ao helicóptero. Essas participações seriam contabilizadas como pagamento de R$ 40 milhões dos honorários.
O acordo previa ainda que o escritório poderia usar as aeronaves desde a assinatura, respeitadas as regras de compartilhamento entre os sócios. Os R$ 10 milhões restantes seriam quitados por meio do reembolso de despesas relacionadas ao uso e à aquisição das aeronaves.
O contrato com a Viking foi firmado depois de outro acordo entre o próprio Banco Master e o Barci de Moraes. Assinado em janeiro de 2024, o primeiro contrato previa 36 parcelas mensais de R$ 3 milhões líquidos, o equivalente a R$ 108 milhões ao longo de três anos, caso fosse integralmente cumprido.
Juntos, os dois contratos previam até R$ 158 milhões em honorários. As informações constam de relatório da Polícia Federal e de contratos anexados aos autos do processo no STF. O material se tornou público nesta terça-feira (1º), após o ministro André Mendonça determinar o levantamento do sigilo do caso.
Como a CNN mostrou, o contrato com o escritório de Barci era considerado prioritário por Vorcaro. Em uma das conversas, Vorcaro afirma que o pagamento ao escritório não poderia “atrasar um dia” e era considerado "o mais importante".
Fonte: CNN Brasil
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