Deflagrada nesta sexta-feira, a Operação Carbono 14, a 27ª fase daLava Jato, se aprofundou na extorsão ao PT pelo assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel. Desde novembro do ano passado, os investigadores já tinham rastreado que pelo menos metade de um empréstimo de R$ 12 milhões concedido pelo banco Schahin ao pecuarista José Carlos Bumlai tinha sido desviado ao empresário Ronan Maria Pinto, que ameaçava implicar figurões do PT na investigação da morte do prefeito. Recentemente, os investigadores concluíram o rastreamento de como esse dinheiro chegou ao empresário em operações de lavagem de dinheiro e conseguiram provas de que esse dinheiro foi utilizado pelo empresário para comprar o jornal Diário do Grande ABC.
Foram expedidos mandados de prisão temporária contra o ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira e o empresário Ronan Maria Pinto. Se o empresário virar um delator, as investigações vão se aprofundar ainda mais rápido em um tipo de crime até então inédito para a Operação Lava Jato, o homicídio.
>> "Lula sabia do Petrolão", diz novo delator
Também foram cumpridos mandados de condução coercitiva contra o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o jornalista Breno Altman, ligado ao PT.
A chantagem ao PT foi revelada inicialmente pelo operador Marcos Valério Fernandes de Souza, que prestou depoimentos em uma tentativa de acordo de delação premiada que foi rejeitada pelo Ministério Público depois do mensalão. Nos depoimentos, ele contou que o empresário Ronan Maria Pinto ameaçava envolver dirigentes do PT nas investigações do assassinato do prefeito de Santo André. Mas o acordo foi rejeitado e as investigações não prosseguiram. Só no ano passado o assunto voltou à tona, quando o lobista Fernando Soares, o Baiano, disse em acordo de delação premiada que ouviu a mesma história do pecuarista José Carlos Bumlai.
Bumlai confessou que tomou o empréstimo de R$ 12 milhões doBanco Schahin para honrar compromissos do PT. O empréstimo foi quitado de maneira fraudulenta, sem a recuperação do dinheiro pelos donos do banco. A família Schahin foi recompensada com um contrato de US$ 1,6 bilhão para operação de uma sonda da Petrobras.
Todo a trajetória do empréstimo foi rastreada pela Receita Federal, pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. O dinheiro foi repassado por Bumlai ao frigorífico Bertin e, de lá, seguiu, em alguma parte, para um empresário carioca que chegou a transferir pelo menos uma fração de R$ 210 mil em 2004 ao ex-controlador do Diário do Grande ABC que tinha parcelado a venda do jornal para Ronan Maria Pinto. Na ocasião, o jornal era vendido em parcelas de R$ 210 mil para Pinto.

Mandado de Prisão Polícia Militar cumpre mandados por homicídio e prende dois suspeitos em Conceição
Mandado de Prisão Passageira com mandado por tráfico de drogas é presa pela PRF na BR-230, em São Mamede
VIOLÊNCIA Discussão em obra termina com homem morto a tiros em Campina Grande
Combate ao crime Novo comandante-geral da PM garante intensificação no combate às facções: “não vamos recuar um centímetro”
Tragédia Trabalhador morre após desabamento em mina na zona rural de São José do Sabugi
Assalto Dupla armada rouba motocicleta no bairro Monte Castelo, em Patos
Disparo acidental Militar é baleado dentro de batalhão do Exército, em Campina Grande
Tráfico de drogas Polícia Militar conduz cinco pessoas e apreende drogas em ações nas cidades de São Bento e Paulista
Tráfico de drogas Polícia Rodoviária Federal apreende, na Bahia, quase duas toneladas de maconha escondidas em caminhão frigorífico que seriam entregues na Paraíba Mín. 22° Máx. 33°