
Aline Melo, de 30 anos, mora em João Pessoa há 8 meses. Os pais dela e a irmã, de 18 anos, vieram à capital paraibana para aproveitar as férias. Na última sexta-feira (26), estavam em um bar e, durante um momento de conversa das irmãs, um abraço entre elas provocou uma reação inusitada de um funcionário do estabelecimento: "chegou dizendo que nós não podíamos ficar trocando carícias no local e pediu para que nós saíssemos", relatou a empresária.
A ação do funcionário, conforme o relato de Aline, provocou uma situação constrangedora. Além de não acreditar que elas eram irmãs, a repreensão também possibilitou uma interpretação homofóbica.
"Eu respondi e disse que ela era minha irmã, que tínhamos como provar que não estávamos trocando carícias e só estávamos conversando, ele continuou pedindo para a gente se retirar dizendo que estavam reclamando porque tem um parque infantil ao lado", contou.
Em nota, o Bar do Cuscuz se desculpou pela ação do funcionário e disse que está tomando atitudes para que as pessoas envolvidas sejam responsabilizadas. Além disso, toda a equipe deve passar por uma 'capacitação' para lidar com respeito e empatia em qualquer tipo de situação semelhante. O estabelecimento disse, ainda, que "nenhum tipo de discriminação por orientação sexual será tolerado".
A ação do funcionário, conforme o relato de Aline Melo, viola a Lei estadual nº 7.309/2003 e o Decreto nº 27.60/2006”, conforme previstos na Lei nº 10.909/2017:
“Proíbe discriminação em virtude de orientação sexual e dá outras providências; Dispõe sobre a obrigatoriedade de afixação de cartaz em estabelecimentos comerciais e órgãos públicos, informando que a Lei Estadual nº 7.309/2003 proíbe e pune atos de discriminação em virtude de orientação sexual".
No estabelecimento, inclusive, há um cartaz informando que "Discriminação por orientação sexual é ilegal e acarreta multa". Aline Melo disse que chegou a apontar para a placa com as informações sobre o decreto. "Ele debochou dizendo que não podia e continuou com o mesmo discurso", relatou.
Mesmo se tratando de irmãs, Aline disse que se sentiu indignada porque não foi apenas o fato de não acreditar no que elas estavam dizendo, foi a insistência do funcionário em proibi-las de se abraçarem, para não dar a impressão de que eram um casal de lésbicas.
"Entendo que já não é apenas sobre o que aconteceu comigo e minha irmã, mas sim pela causa, e que isso não venha acontecer com mais ninguém", ressaltou a empresária.
Após o ocorrido, a mãe das irmãs procurou o funcionário para entender o posicionamento. Conforme o relato dela, "ele continuou enfatizando que mesmo que éramos irmãs, nós não poderíamos nos abraçar".
Inconformadas com a atitude, elas decidiram se retirar do local e, chegando em casa, registraram um boletim de ocorrência (BO), que versa sobre o crime de Homofobia, além do artigo 146 do Código Penal Brasileiro – sobre constrangimento ao consumidor, bem como pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).
O delegado da Polícia Civil, responsável pela Delegacia Especializada de Crimes Homofóbicos, Raciais e de Intolerância Religiosa (DECHRADI), Marcelo Falcone, informou que só vai se pronunciar sobre o caso na segunda-feira (29).
Nas redes sociais, entidades e órgãos que representam a causa LGBTQIAP+ criticaram a atitude do funcionário e pediram explicações ao estabelecimento. Uma manifestação foi realizada por meio de comentários nas postagens do bar, que optou por privar as respostas às publicações.

Fonte: g1 PB
REAJUSTE Gás de cozinha fica 7% mais caro a partir desta terça-feira na Paraíba
ENERGISA PARAÍBA Energisa realiza entrega de 100 geladeiras, troca gratuita de lâmpadas LED, ventiladores em municípios da Paraíba durante o mês de setembro
PARCERIA Sincovep fortalece parceria com Conselho Regional de Contabilidade de Patos e região
OPORTUNIDADES Paraíba tem 1.646 vagas abertas em concursos públicos neste mês de setembro
AVIAÇÃO Piloto cearense completa volta ao mundo em monomotor e faz parada em João Pessoa
POLÍTICA Padre Fábio de Melo critica polarização política e defende investigação de irregularidades
CORREIOS Sindicalista fala sobre greve dos Correios em Patos
MANIFESTAÇÃO Direita Patos convoca para Carreata da Família pela Liberdade“ neste sábado (12)
NA JUSTIÇA Perfil de Lucas Veloso é removido do Instagram por determinação judicial após descumprimento de medida protetiva contra a ex-companheira, Géssica Muniz Mín. 20° Máx. 36°