
O Brasil vem vivenciando ao longo dos últimos dias os ataques em escolas de diversos estados do país, principalmente em instituições de ensino fundamental e médio.
Diante desse cenário atual, a jornalista Wânia Nóbrega, da Rádio Espinharas FM, conversou nesta quinta-feira, dia 13 de abril, com a Tenente Valkíria, que é instrutora do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD), e atua nas escolas da região de Patos.
A Tenente Valkíria falou sobre o panorama atual de violência nas escolas e destacou que esse é o momento das famílias assumirem de fato o papel na vida dos filhos.
Segundo Valkíria, ao longo desses mais de 20 anos do PROERD nas escolas, o que se percebeu é que há uma grande fragilidade no comportamento, nas relações, e que vem culminando nesse cenário atual, com a falta de participação da família nesse processo.
"Estamos nas escolas, trabalhando temáticas importantes relacionadas à cidadania, saúde, segurança, porém, não há uma participação da família. A escola abraça o programa com muita esperança que é uma força que vai chegar para auxiliar e o programa é realizado numa perspectiva de pirâmide, onde a família, que é a base, precisa estar presente, a escola e chega a polícia numa perspectiva de proteção e construção de valores, porém, se falta a participação e um elo, a gente não vai conseguir o êxito que se planeja", comentou.
A tenente acrescentou que as crianças precisam ser redirecionadas e esse é um momento importante para que a escola e a família possam agir sinergicamente, onde as famílias devem assumir de fato o papel na vida dos filhos.
"O que a gente vivencia hoje, todo esse pânico que a gente entende, é natural, porque você percebe as fragilidades no comportamento, atitudes agressivas, falta de limites, então, tudo isso tá muito forte hoje dentro da escola, e isso veio de onde? As crianças estão precisando ser redirecionadas, eu diria que esse é um momento muito importante pra que a escola e a família possam sentar e com o apoio de todos os segmentos, não só da Polícia Militar, mas de todos os segmentos, pra redirecionar posturas, eu diria até que é necessário e é o momento das famílias assumirem de fato o papel na vida dos filhos", destacou a tenente.
Valkíria frisou que, apesar do baixo efetivo, o PROERD está nas escolas e as rondas escolares são regulares para que possa ser passado à comunidade escolar a sensação de segurança.
"O PROERD está na escola, não em todas, porque o efetivo também não permite, e as rondas escolares são regulares pra que possa ser percebido ali e ser sentido pela comunidade escolar aquela tão necessária e importante sensação de segurança, porém, esse problema da violência, agressividade, falta de diálogo, não vai ser resolvido com as visitações, ele vai ser resolvido no momento que os elementos importantes entenderem que isso é necessário", finalizou.
Ouça abaixo a entrevista na íntegra:
Por Patosonline.com
Áudio cedido pela jornalista Wânia Nóbrega, da Rádio Espinharas FM
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