
A vitória de Hugo Motta (Republicanos-PB) na eleição para a presidência da Câmara dos Deputados foi comemorada com um jantar que se estendeu pela madrugada deste domingo (2). O evento reuniu políticos de diferentes espectros ideológicos, do PT ao PL, em um amplo salão de Brasília.
Eleito com 444 votos, em primeiro turno, Motta conquistou apoio tanto de lulistas quanto de bolsonaristas. Entre os presentes estavam ministros do governo Lula, como Alexandre Padilha (Secretaria de Relações Institucionais) e Jader Filho (Cidades), além da deputada bolsonarista Caroline de Toni (PL-SC).
A comemoração foi marcada por debates sobre a reforma ministerial e elogios ao discurso de Motta, que fez referência ao filme "Ainda Estou Aqui", de Walter Salles, sobre a ditadura militar. O gesto foi bem recebido pela bancada do PSOL, que aplaudiu de pé.
Além de políticos, o evento contou com a presença de Wesley Batista, empresário da holding J&F, envolvido na Operação Lava Jato. O ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (Republicanos), mentor político de Motta, também compareceu, mostrando sintonia com deputados do PT.
Líderes partidários como Marcos Pereira (Republicanos), Baleia Rossi (MDB), Antonio de Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (PP) prestigiaram a festa. Ciro é considerado o principal "padrinho" político do novo presidente da Câmara.
Embalada por música sertaneja, forró e MPB, a festa também teve a presença de Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) e André Fufuca (Esporte), ministros do governo Lula. Arthur Lira (PP-AL), antecessor de Motta na presidência da Câmara, marcou presença e elogiou o sucessor.
Nos bastidores, as atenções se voltaram para o futuro de Lira, que pode ocupar um ministério no governo Lula. Cercado por jornalistas, ele desconversou: "Não recebi nenhum convite", enquanto a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, reforçou: "Ninguém pode sentar na cadeira antes da hora."
Enquanto Motta celebrava com uma festa ampla, o novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), optou por um jantar mais discreto, reunindo senadores como Efraim Filho (PB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB), além do ministro Padilha.
Com 444 votos, Motta se tornou o segundo presidente da Câmara mais votado da história, atrás apenas de Arthur Lira, que teve 464 votos em 2023.
Patosonline.com
Texto produzido com em informações divulgadas pelo O Estadão
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