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Policial Linchamento

Em vídeo, irmã de homem morto após linchamento em Tabira-PE questiona versão oficial do caso

Em seu depoimento, a irmã de Frajola questionou ainda a ausência de provas concretas contra ele e aponta outra linha de investigação.

19/02/2025 às 10h52 Atualizada em 19/02/2025 às 16h58
Por: Felipe Vilar Fonte: Patos Online
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Foto: reprodução
Foto: reprodução

A morte de Antônio Lopes Severo, conhecido como Frajola, de 42 anos, linchado pela população de Tabira após ser preso suspeito de envolvimento no assassinato do menino Arthur Ramos do Nascimento, de 2 anos, continua causando grande repercussão. Um vídeo divulgado nas redes sociais pela irmã de Frajola trouxe novos desdobramentos para o caso. 

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Terezinha Florêncio disse, inicialmente, que entrará na justiça contra a conduta dos policiais envolvidos na ação e alegou que seria necessário a compatibilidade, através de laudo, para confirmar o envolvimento de Frajola com a morte da criança. 

"Queria dar os parabéns – não vou falar 'polícia' – para os uniformizados que entregam uma pessoa para a população linchar sem ter provas. Vou denunciar, onde for possível, todos esses policiais que entregaram meu irmão para a população linchar. E eu vou descobrir cada um deles que participou do linchamento, para que todos sejam indicados, porque justiça exige um laudo, coleta de provas e compatibilidade com o que aconteceu com a criança. Eles (policiais) entregaram. Isso não são policiais! Vou denunciar na Defensoria Pública, principalmente o delegado que permitiu isso e esse tal de BEPI", disse. 

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Em seu depoimento, a irmã de Frajola questionou ainda a ausência de provas concretas contra ele e aponta outra linha de investigação. Segundo ela, a mãe do menino, Giovana, teria deixado a criança sob os cuidados de um adolescente de 14 anos, que foi quem levou Arthur ao hospital já sem vida. Esse detalhe foi confirmado anteriormente por uma conselheira tutelar em entrevista à imprensa, levantando dúvidas sobre a real dinâmica do crime.

“A gente tá gaguejando porque a justiça precisa ter um laudo, precisa da coletagem, da compatibilidade com o que aconteceu com a criança”, afirmou a irmã de Frajola, destacando a necessidade de uma apuração baseada em provas antes da condenação pública de qualquer suspeito.

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Ela também acusou Giselda da Silva Andrade, companheira de Frajola e cuidadora de Arthur, de ter um histórico de agressões contra o garoto e de manipular testemunhas para incriminar seu irmão. Além disso, segundo a irmã do suspeito, Frajola estava disposto a se entregar à polícia e colaborar com as investigações, mas Giselda teria tentado impedi-lo.

“Por que ele queria se entregar e ela não deixava? Quem tinha algo a esconder?”, questionou.

Veja o vídeo abaixo:

 

Linchamento e investigação em andamento

Durante a chegada das equipes da Polícia Civil, do 23º Batalhão da Polícia Militar e do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI), à delegacia, a situação saiu do controle. Uma multidão enfurecida já aguardava do lado de fora da unidade e antes mesmo que os agentes conseguissem conduzir os detidos para dentro do prédio, Antônio Lopes Severo foi arrancado à força da viatura e brutalmente linchado por populares. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Dr. Luiz José da Silva Neto, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

A Polícia Civil informou que um inquérito foi instaurado para apurar o linchamento e identificar os envolvidos na ação. Além disso, a conduta dos policiais que escoltavam os detidos também será investigada. "Ressaltamos que as diligências seguem para a total elucidação do crime contra o menor de idade", informou a corporação em nota.

De acordo com as autoridades, o casal já possui passagens pela polícia por crimes como tráfico de drogas e homicídio. Diante das evidências e da gravidade do caso, a polícia solicitou a prisão preventiva dos suspeitos, que foi deferida após parecer favorável do Ministério Público.

A solicitação da prisão preventiva foi baseada em evidências médicas que indicam múltiplas lesões e sinais claros de violência, além de testemunhos que apontam um histórico de maus-tratos e agressões contra a vítima. 

Entenda o caso

Um crime brutal chocou a população de Tabira, Sertão de Pernambuco, neste domingo, dia 16 de fevereiro. Uma criança de apenas 2 anos de idade, identificada como Arthur Ramos Nascimento, foi encontrada morta com sinais de extrema violência no bairro João Cordeiro, onde residia. 

O caso veio à tona após uma vizinha desconfiar da situação e perceber que o garoto passou o dia inteiro deitado. Ao entrar no imóvel e se aproximar da criança, ela percebeu seu corpo gelado e desfalecido. Rapidamente, a vizinha o levou ao hospital, mas infelizmente o menor deu entrada na unidade já sem vida.

A equipe médica constatou que Arhtur apresentava lesões nas partes íntimas, cortes na testa, queixo e possível fratura no braço.

O caso foi registrado como homicídio por violência doméstica/ familiar.

Arthur completaria 3 anos no próximo dia 2 de março.

Por Patos Online

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