
A nomeação da advogada Dra. Alanna Galdino para o cargo de conselheira do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) tem movimentado os bastidores políticos e jurídicos do estado. Indicada pela Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), a jurista preenche todos os requisitos legais e constitucionais exigidos para o cargo, mas enfrenta contestações por parte do Ministério Público de Contas (MPC), que questiona a indicação com base em possíveis conflitos de interesse e aparência de favorecimento.
O principal ponto de controvérsia gira em torno do fato de a Dra. Alanna Galdino ser filha do atual presidente da ALPB, deputado Adriano Galdino. Embora essa condição não configure impedimento legal, o MPC alega que o parentesco poderia comprometer a imparcialidade e a independência do cargo. A crítica ganhou repercussão após o procurador Bradson Tibério, do MPC, citar versos de uma conhecida canção popular brasileira em sua manifestação: “não podemos negar as aparências e disfarçar as evidências, não podemos viver fingindo”, frase que foi duramente criticada por setores jurídicos, que consideraram a abordagem inadequada para o contexto institucional.
A defesa da indicada, conduzida pelo advogado Solon Benevides, rebateu as alegações com firmeza. Em sua petição, Benevides afirmou que o uso de expressões metafóricas como justificativa para se opor à nomeação representa um retrocesso, comparando a postura do MPC a práticas inquisitivas e formulários com “ilações equivocadas”. A defesa ainda criticou o que chamou de tentativa de desconsiderar “provas irrefutáveis” de que Alanna cumpre todos os critérios legais para ocupar o cargo.
Com 36 deputados estaduais, a Assembleia Legislativa aprovou a indicação com ampla maioria: apenas um voto contrário e três abstenções — entre elas, a do próprio pai da indicada. A escolha foi a única inscrição formalizada para a vaga, que cabe constitucionalmente ao Poder Legislativo indicar. O Governador João Azevedo oficializou a nomeação, cumprindo sua obrigação legal, restando agora a ratificação final pelo plenário do TCE.
Além da legalidade da indicação, a defesa também destacou o simbolismo da nomeação de Dra. Alanna Galdino, que será a primeira mulher a integrar a corte de contas da Paraíba como conselheira. “Sim, teremos uma conselheira!”, frisou o advogado, apontando o feito como um marco histórico para o estado no que diz respeito à representatividade feminina nos espaços de poder.
Enquanto a polêmica se desenrola, o caso deve seguir para análise final no plenário do TCE-PB. A decisão poderá ter impacto não apenas jurídico, mas também político e simbólico para a composição da corte e para a presença das mulheres nas instituições de controle do Estado.
Por Patos Online
Caso Master Decisão de Zanin sobre Master contrasta com ato do STF na CPI da Covid
Eleições 2026 Com presença de Flávio Bolsonaro, Efraim Filho se filia ao PL em ato em JP e reforça pré-candidatura ao Governo da Paraíba
Eleições 2026 Renúncias de Nabor Wanderley, João Azevêdo e Cícero Lucena no início de abril montarão o cenário das eleições de outubro
Eleições 2026 Efraim Filho convida Juliana Cunha Lima para ser vice em pré-candidatura ao Governo da Paraíba
Eleições 2026 Lucas Ribeiro diz que escolha de Aguinaldo para federação não surpreende e cita acordo nacional
Prevenção Prefeitura promove dia “B” da Saúde Bucal com atendimentos na rede municipal de ensino Mín. 23° Máx. 35°