
O deputado federal Glauber Braga (PSol-RJ) foi retirado à força da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, na noite desta terça-feira (9), após determinação do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). Pouco antes, Motta já havia ordenado o esvaziamento do plenário e restringido o acesso da imprensa ao local.
A retirada foi feita pela Polícia Legislativa, e imagens que circularam nas redes sociais mostram o parlamentar resistindo, enquanto outros deputados protestam e registram a cena em vídeo. A confusão ocorreu antes da sessão que analisaria o Projeto de Lei da Dosimetria, que trata da redução das penas do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados pela tentativa de golpe.
Glauber ocupou a cadeira da Mesa em ato de protesto contra a decisão de Hugo Motta de pautar a votação do processo de cassação de seu mandato, previsto para esta quarta-feira (10). Também está na pauta a cassação da deputada Carla Zambelli (PL-SP), enquanto o caso de Alexandre Ramagem (PL-RJ) deve ser analisado na próxima semana.
Após a retirada do parlamentar e da confusão no plenário, a sessão foi inicialmente cancelada, mas Hugo Motta voltou a abrir a ordem do dia por volta das 19h30.
Após o episódio, Glauber Braga afirmou que teve apenas um pedido ao presidente da Câmara:
“A única coisa que pedi a Hugo Motta foi que ele tivesse comigo 1% do tratamento que teve com aqueles deputados que sequestraram a Mesa Diretora”, declarou, em referência aos parlamentares bolsonaristas que ocuparam o plenário em agosto contra a prisão domiciliar de Bolsonaro.
O deputado também informou que está registrando um boletim de ocorrência contra Hugo Motta, por considerar a ordem de retirada abusiva.
“A ordem partiu dele. A polícia deixou claro que estava cumprindo determinação. Eu estou com dor no braço e fazendo uso de analgésico e anti-inflamatório”, afirmou.
Para Glauber, a decisão foi classificada como “de um desequilibrado”. As deputadas do PSol Sâmia Bomfim (SP) e Célia Xakriabá (MG) também anunciaram que irão registrar ocorrência contra o presidente da Casa.
Em publicação nas redes sociais, Hugo Motta afirmou que Glauber “desrespeita a Câmara” e que sua postura é semelhante à de extremistas.
“O agrupamento que se diz defensor da democracia, mas agride o funcionamento das instituições, vive da mesma lógica dos extremistas que tanto critica”, escreveu.
Motta também destacou que o deputado já teria adotado comportamento semelhante anteriormente, ao ocupar uma comissão durante uma greve de fome no mês de abril.
“A Câmara não se curvará a esse tipo de conduta. Minha obrigação como presidente é proteger o Parlamento, e foi isso que fiz ao seguir rigorosamente os protocolos de segurança e o regimento interno”, declarou.
Glauber Braga é acusado de quebra de decoro parlamentar por ter expulsado com chutes o militante do Movimento Brasil Livre (MBL), Gabriel Costenaro, em abril de 2024. O plenário da Câmara decidirá, nos próximos dias, o futuro dos parlamentares envolvidos nos processos de cassação.
Por Patos Online
Com informações do Metrópoles
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