Nos grupos em que a categoria organizava o movimento, o clima é de frustração.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Fracassaram os protestos de caminhoneiros marcados para esta segunda-feira (16). Nos grupos em que a categoria organizava o movimento, o clima é de frustração.
Alguns dos líderes que articulavam uma paralisação nacional culparam, principalmente, a própria categoria pelo baixo engajamento. Pessoas que foram aos pontos de parada relataram nos grupos ter encontrado menos de quatro caminhoneiros em alguns casos.
A greve foi liderada por Marconi França, que chegou a pedir ajuda da CUT para a mobilização. Porém a decisão causou irritação em parte da categoria, que viu politização do movimento, e o motorista chegou a dizer que abriria mão da ajuda para não perder apoio dos mais próximos ao governo Bolsonaro e que seu movimento não tinha razões políticas.
A mobilização também sofria oposição de líderes mais antigos, em especial dos responsáveis pela grande paralisação de 2018. Hoje mais próximos da mesa de negociação com o governo, esses caminhoneiros vinham disparando vídeos pedindo que a categoria não aderisse.
Os motoristas que ainda insistem na paralisação neste ano apontam que, na cidade de Ijuí (RS), acontecem atos pacíficos nas estradas.
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