O MP-Procon, órgão do Ministério Público da Paraíba, divulgou um levantamento que aponta um prejuízo total de R$ 258.252.638,31 para 3.364 consumidores que teriam contratos com a Braiscompany, no Estado e fizeram reclamações junto ao órgão.
Os dados foram divulgados por meio do formulário online disponibilizado entre os dias 2 e 31 de março, e com informações obtidas durante a investigação. Agora, o órgão irá iniciar uma nova fase nos procedimentos, e poderá adotar outras medidas judiciais, além da ação cautelar que já tramita na Justiça.
O promotor de Justiça, Romualdo Tadeu de Araújo Dias, diretor do MP-Procon, explicou que foi feito o balanço quantitativo dos formulários preenchidos, o qual, inclusive, mostra números surpreendentes sobre a atuação da empresa que negociava criptomoedas. Agora, está sendo realizada uma análise qualitativa das informações e da documentação à disposição do MPPB. “Estamos verificando a possibilidade de novas diligências, bem como a necessidade da adoção de outras medidas judiciais na esfera cível, pleiteando o reconhecimento de irregularidades de natureza consumerista e eventuais danos causados à coletividade”, explicou.
Ainda de acordo com informações repassadas pelo MP-Procon, das pessoas que informaram o número de contratos firmados com a Braiscompany, 1.713 disseram que tinham apenas um (o correspondente a 51% do total). No entanto, houve consumidores que informaram ter feito mais de uma transação com a empresa. Dentre outras situações, 852 relataram ter dois contratos (25,5%); 343 disseram possuir três contratos (10,4%); 164, quatro (4,9%); e 96 reclamantes disseram possuir cinco contratos (2,9%).
O caso
A investigação contra a Braiscompany no MPPB decorre do Inquérito Civil 002.2023.005414, instaurado em fevereiro deste ano, após denúncias de consumidores sobre o descumprimento de contratos celebrados com a empresa de criptoativos, com sede no município de Campina Grande. No dia 16 do mesmo mês, o órgão ministerial ajuizou a Ação Cautelar 0807241-09.2023.8.15.2001.
O Juízo da 11ª Vara Cível de João Pessoa concedeu, em parte, medidas de restrições pedidas pelo MPPB, como o bloqueio de valores em contas bancárias e aplicações financeiras e o sequestro de bens em nome da empresa e de seus responsáveis.
Ainda dentro das providências assecuratórias, o Ministério Público apurou a existência de outras contas bancárias em nome da empresa e de sócios. O bloqueio desses valores está sob a análise do Judiciário. Essas medidas visam garantir a reparação dos danos causados aos consumidores.
Por Patosonline.com
Com informações de Clickpb
CHUVAS NO SERTÃO Seis municípios do regional de Patos já ultrapassam os 700 mm de chuva em 2026
Caged Paraíba tem saldo positivo de 930 empregos com carteira assinada em março de 2026
CATINGUEIRA-PB Prefeitura de Catingueira promove ação de saúde e segurança para servidores municipais
PROTEÇÃO ANIMAL Castra+PB realiza mais de 350 castrações gratuitas em seis municípios paraibanos a partir desta segunda-feira (11)
Eleições 2026 Campina Grande ultrapassa 300 mil eleitores aptos a votar nas eleições de outubro
OPORTUNIDADES Paraíba tem 219 vagas abertas em concursos com salários de mais de R$ 14 mil
SAÚDE Criança diagnosticada com AVC é transferida em UTI aérea de Itaporanga para João Pessoa
ODE 2026 Lucas Ribeiro encerra primeiro bloco de audiências do ODE e destina R$ 19,8 milhões para região da Serra do Teixeira
ECONOMIA Mais de 242 mil paraibanos já enviaram declaração do Imposto de Renda 2026 Mín. 21° Máx. 32°