Doze pessoas morreram nos protestos contra a reeleição de Nicolás Maduro, na Venezuela, afirma a a agência de notícias AFP. Além das vítimas, ao menos 749 pessoas foram presas no segundo dia consecutivo de manifestações, marcadas pelo uso de violência das forças de segurança.
Os protetos contra Maduro são liderados por María Corina Machado, líder da oposição, que questiona o resultado das eleições presidenciais, divulgados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) na segunda-feira (29/7). O órgão deu vitória a Maduro, com 80% dos votos contabilizados e sem mostrar todas as atas de votação.
Além das acusações da oposição, Maduro sofre pressão internacional para uma recontagem de votos.
Na terça-feira (30/7), a Organização dos Estados Americanos (OEA) publicou relatório em que aponta vícios nas eleições da Venezuela e não reconhece o resultado do pleito.
Ao menos 17 países contestaram a reeleição do líder chavista, dentre eles, Argentina, Alemanha, Itália e Reino Unido.
As manifestações contra Maduro ultrapassaram fronteiras. No domingo (28/7), venezuelanos protestaram contra o governo de Nicolás Maduro em diversas regiões do Brasil. Na segunda (29/7), houve protestos em Madri, na Espanha e, na noite de terça, o mesmo ocorreu na Cidade do México.
A oposição espera que o aumento dos protestos e a pressão estrangeira abram caminho para a divulgação das contagens das urnas ou para uma solução negociada, afirmam fontes ouvidas pela Reuters.
Fonte - Metrópoles
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