
Ainda nem passaram as eleições de 2026, e já começam as primeiras especulações políticas diante dos possíveis cenários das eleições municipais de 2028, em Patos.
A renúncia do ex-prefeito Nabor Wanderley e a ascensão de Jacob Souto à condição de chefe do Executivo patoense suscitam a pergunta sobre se Jacob será o nome indicado por Nabor e seu grupo para a sucessão na Capital do Sertão, ou se outro nome surgirá até as definições para a próxima disputa no município.
Caso Jacob não seja o nome ungido por Nabor, outro nome do grupo terá de ser trabalhado, uma vez que a possível futura deputada estadual Olívia Motta, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e a atual secretária de Desenvolvimento Social, Helena Wanderley, não dispõem de condição legal para disputar a cadeira ocupada pelo pai e irmão, em razão da chamada inelegibilidade reflexa, já que o atual mandato de Jacob é entendido pela Constituição Federal como um processo de continuidade do mandato iniciado por Nabor, em janeiro de 2025.
A razão, segundo o advogado Roberto Medeiros, informada ao Patosonline.com, está no Art. 14, § 7º, da Constituição Federal, que traz a seguinte redação: “São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição”, situação que garante o direito à candidatura à reeleição do atual prefeito ou de outro nome do grupo apoiado por Nabor.
Pela oposição, alguns setores já trabalham o nome do padre Fabrício Dias Timóteo, que teve o nome especulado para a carreira política desde as eleições de 2022, e enxergam 2028 como um momento ideal para a primeira disputa, com chances de dialogar com vários segmentos da sociedade patoense. No entanto, Padre Fabrício ainda mantém silêncio em torno do projeto, que, segundo ele, só acontecerá “no tempo de Deus”.
Ainda na oposição, outros nomes, a exemplo do juiz Ramonilson Alves, que tentou se eleger prefeito de Patos em 2020 e 2024, e da Baronesa Priscila Lima, também são cogitados.
Ramonilson permanece em um sabático político, preferindo o silêncio em torno de seu nome, enquanto a Baronesa, que atualmente está cotada para ser candidata a deputada federal, fez alguns movimentos recentes na política local, o que não indica, mas também não descarta, a presença de ambos, juntos ou separados, em 2028.
Há também setores do campo progressista, liderados pelo Partido dos Trabalhadores (PT), que na última eleição apresentou o nome do ex-vereador Edileudo Lucena, além de partidos menores da direita, que poderão ocupar espaço na disputa pelo Palácio Clóvis Sátyro.
É certo que falar em 2028 agora pode ser considerado muito cedo, mas a tendência é que a chave seja virada tão logo terminem as eleições de 2026, e, até meados de 2027, os partidos da cidade comecem a apresentar seus projetos.
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